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Para salvar Correios, funcionários devem ter corte até em plano de saúde

Ministro Gilberto Kassab afirma que são necessárias medidas duras para melhorar situação financeira da empresa

Reuters

24 de abril de 2017 | 19h34

Medidas duras de redução de custos serão necessárias nos próximos meses para tentar melhorar a situação financeira dos Correios, incluindo cortes de benefícios de empregados, disse nesta segunda-feira o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

"Vamos ter que tomar medidas, especialmente no Postal Saúde", disse Kassab à Reuters, se referindo ao plano de assistência médica dos empregados dos Correios.

Na semana passada, a imprensa divulgou que a empresa teria tido um prejuízo líquido ao redor de R$ 400 milhões no primeiro trimestre, isso após ter tido prejuízo anual ao redor de R$ 2 bilhões em 2015 e em 2016.

De acordo com Kassab, medidas de ajuste estão sendo negociadas com sindicatos e devem ser suficientes para conter a sangria financeira dá estatal.

"Tem que fazer; é o único jeito de evitar que a empresa tenha que ser privatizada", afirmou Kassab.

Mais cedo, a Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) afirmou que os Correios praticam condutas anticompetitivas ao tentar ampliar para outros tipos de produtos o monopólio que a empresa estatal possui sobre a entrega de correspondência.

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