Para Schwab, reunião de Doha pode acontecer até início de julho

Os ministros do Comércio de todo omundo podem se reunir no final de junho ou início de julho paratentar chegar a um acordo na Rodada de Doha se seusnegociadores obtiverem avanços suficientes nos próximos dias,disse a representante de comércio dos EUA, Susan Schwab. "Acho que existe um senso comum de urgência", disse Schwabem entrevista por telefone na sexta-feira após reuniões comoutros ministros nesta semana em Paris e no fim de semanapassado no Peru. A declaração de Schwab foi feita um dia depois de ela e oComissário de Comércio da Europa, Peter Mandelson, teremalertado que Doha pode desmoronar porque alguns países emdesenvolvimento não estão oferecendo novas aberturas demercado. Ela não retirou esses comentários na sexta-feira, masafirmou que países importantes apresentaram uma trajetória denegociação que pode estreitar as diferenças nas conversações,que têm o objetivo de reduzir os subsídios agrícolas e astarifas e abrir os mercados de bens industriais e serviços emtodo o mundo. Autoridades sêniores vão se reunir na próxima semana emGenebra "em grupos de dois ou três, pequenos grupos...paradiscutir diferenças substanciais", disse Schwab. De acordo com Schwab, não existe uma data determinada parauma reunião ministerial, mas a esperança é de que asautoridades consigam avanços suficientes para que ela aconteçano final de junho ou início de julho. "Se as autoridades sêniores não avançarem, teremos entãoalgumas decisões políticas que precisarão ser tomadas (sobre ofuturo de Doha)", disse ela. As negociações passaram por uma série de crises desde queforam lançadas em 2001 para impulsionar a economia mundial eajudar os países pobres a exportarem mais. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim,afirmou também na sexta-feira que ainda existe vontade políticapara que se chegue a um acordo, mas que é muito cedo para dizerquando os ministros poderão se reunir. "Ninguém pode dizer, nesse momento, a data precisa", disseAmorim a repórteres durante uma visita para a Eslovênia. "Mas oconsenso comum é de que deveríamos esperar ao menos uma semanapara ver como se sai a reunião de autoridades." Schwab rejeitou as sugestões da Índia e de outros países deque a lei agrícola dos EUA não encara com seriedade apossibilidade de um acordo. Mas admitiu que foi muitoquestionada nesta semana sobre a lei. Ela afirmou que está confiante de que os legisladoresnorte-americanos vão concordar em reduzir os subsídiosagrícolas como resultado de Doha, apesar de terem acabado defazer o oposto.(Reportagem adicional de Manca Ulcar)

DOUG PALMER, REUTERS

06 de junho de 2008 | 15h41

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