Empresas lançam caixa eletrônico resistente à dinamite

Projeto custou US$ 1 milhão para ser desenvolvido e foi apresentado pela fabricante Diebold, que levou 12 meses para desenvolver o produto

Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado,

20 de junho de 2012 | 15h44

Com o aumento dos roubos de caixas eletrônicos, as empresas que fabricam esses terminais resolveram investir em um aparelho resistente à dinamite. A Diebold, fabricante desses caixas, e a TecBan, que administra a rede Banco24Horas, apresentaram o hoje o ATM Seguro, projeto que vem sendo desenvolvido há 12 meses e que chega ao mercado em outubro.

Por fora, o terminal eletrônico não tem nenhuma diferença em comparação a um caixa tradicional. Mas o produto teve mudanças internas e mesmo com explosão de dinamites, a caixa onde fica o dinheiro não é destruída. Além disso, as notas vão ficar manchadas. "O objetivo é desencorajar os bandidos, já que eles não vão conseguir abrir a caixa com as notas e elas sempre vão ficar manchadas", disse o diretor de Marketing e Vendas da Diebold, Carlos Benedetto. A tinta que mancha as notas não sai nem com água nem com solventes.

O projeto custou US$ 1 milhão para ser desenvolvido. O executivo conta que o desenvolvimento do terminal levou em conta os conceitos da física, como a teoria da dissipação de energia produzida no momento da explosão. Em um caixa tradicional, a porta do terminal sempre é a primeira a explodir e os ladrões têm acesso ao cofre onde está o dinheiro. Agora, as ondas são direcionadas para o topo do terminal. "Como não é possível impedir a onda de ataques a caixas eletrônicos, nosso foco foi criar uma forma de proteger o dinheiro", destaca Matheus Marcondes Neto, também da Diebold.

O cofre onde fica o dinheiro também é resistente a outras técnicas usadas pelos bandidos, como maçaricos e furadeiras. O Brasil tem atualmente 180 mil caixas eletrônicos.

O produto foi apresentado em um estande a jornalistas e executivos do setor financeiro no Ciab, o congresso de tecnologia bancária promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

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