Para secretário do Tesouro, País está imune a crises externas

"A economia atingiu um grau de maturidade e as nossas políticas hoje permitem que a gente avance sem o FMI". As afirmações foram feitas pelo secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, em entrevista ao Jornal das Dez, da "Globo News". Ele disse acreditar que o Brasil não terá problemas, mesmo que o cenário externo sofra deterioração nos próximos meses. "A própria exportação este ano continua com uma dinâmica muito forte e, mesmo que haja algum tipo de mudança no cenário externo, hoje o Brasil já tem força e equilíbrio na sua economia para poder enfrentar com tranqüilidade mudanças importantes no mercado." Levy garantiu que o governo não tem por que afrouxar a meta de inflação para este ano. "Eu não acho que inflação seja receita para a gente crescer", justificou o secretário. E salientou que não vê motivos para o governo mudar a linha de austeridade que vem sendo adotada no plano fiscal. "As políticas que vêm sendo seguidas desde o começo do governo Lula não têm muito a ver com o FMI. A Lei de Responsabilidade Fiscal nos obriga a ter metas fiscais.""Com FMI ou sem FMI, essa tem sido a tônica. Eu acho que é por isso que o programa tem dado certo para o Brasil e para o FMI também. E é assim que nós vamos continuar." O secretário do Tesouro elogiou a discussão que se faz sobre os gastos públicos e adiantou que, daqui para a frente, o governo vai se preocupar mais com a qualidade dos gastos. "As pessoas têm que entender que o Brasil hoje é um país que gasta bastante, até em áreas que a gente não esperaria, como a educação. Poucas pessoas sabem que hoje o Brasil é um dos países que mais gastam, em proporção ao PIB, em educação", enfatizou Levy. "O importante agora é a gente melhorar a qualidade do gasto, não necessariamente aumentar esse gasto. E eu acho que é isso que o governo vem fazendo."

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