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Para Tarso, é desnecessária CPI sobre caso Petrobras

Segundo ele, o furto de 4 laptops com informações sigilosas da empresa já está sendo investigado pela PF e Abin

Vannildo Mendes, da Agência Estado,

19 de fevereiro de 2008 | 12h46

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta terça-feira, 19, que o furto de quatro laptops com informações sigilosas da Petrobras já está sendo investigado pela Polícia Federal e Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o que torna desnecessária, na sua opinião, a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso para apurar o caso. Na avaliação do ministro, uma CPI, em tese, seria importante para o debate e para recomendar correções. Ele lamentou os resultados das últimas CPIs. "Acho importante que qualquer CPI aponte resultados para mudanças, mas isto não tem ocorrido", disse.Em relação ao crime na Petrobras, Tarso Genro acha que o fato é questão de segurança de Estado. "Se é de segurança nacional, temos de aguardar o resultado das investigações. Mesmo que tenha sido um delito comum, que alguém tenha cometido um forte equívoco e se apropriou de material reservado, isso não diminui a gravidade (do crime)", afirmou.Ele criticou o descuido da Petrobras com a segurança do material contido nos laptops, que não deveria estar exposto. "Se foi uma conspiração de uma quadrilha para obter dados do Estado, também tem gravidade. Ou seja, em qualquer hipótese, é questão de segurança do Estado. Se é uma questão de segurança nacional, por ter ocorrido perdas políticas, econômicas ou comerciais significativas para o Brasil, isso só se saberá ao final das investigações", afirmou. Espionagem ou roubo comum Nesta terça, o diretor-geral da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Valdino Jacinto Caetano, afirmou que a hipótese de roubo comum praticamente caiu por terra. Segundo ele, os bandidos deixaram outros computadores no contêiner, o que reforça a tese de espionagem industrial.  O furto de quatro notebooks, dois discos rígidos e dois pentes de memória, que  continham informações estratégicas da estatal, foi notado em 31 de janeiro, mas só começou a ser investigado vários dias depois. O delegado não soube informar qual o conteúdo das informações, nem de qual plataforma elas saíram. Ele disse apenas que a carga deixou uma sonda na bacia de Santos no dia 18 de janeiro, chegando no mesmo dia ao terminal Poliportos, no Rio.  No dia 25, o contêiner deixou o terminal com destino a Macaé, onde chegou no dia 30 de janeiro. Caetano também não soube explicar o porquê de o transporte até Macaé ter demorado tanto tempo, quando uma viagem de carro no mesmo percurso leva em torno de três horas. Um outro fato que reforça a tese de espionagem industrial, é que a Petrobras havia relatado um caso semelhante há um ano. Na época, a empresa avaliou que informações não tinham tanta importância, e por isso, o caso foi investigado pela Polícia Civil. Segundo o delegado, os responsáveis pela investigação atual pedirão detalhes sobre este incidente. Caetano defendeu a atuação da PF no caso, que foi bastante criticada devido à lentidão no processo de abertura do inquérito. Segundo ele, a superintendência da PF foi avisada do furto no dia 1 de fevereiro. "No sábado de Carnaval enviamos um perito à Macaé para fazer o seu laudo", Ele contou que no primeiro dia útil após o Carnaval a superintendência mandou uma ordem para que a regional de Macaé abrisse o inquérito, o que foi feito no dia seguinte, dia 7.

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