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Para Tarso, papéis são autênticos e estão completos

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou ontem que são autênticos e estão completos os documentos enviados pelo governo ao Principado de Mônaco para subsidiar o pedido de extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola. "Não falta mais nada, tanto é que o Ministério Público de Mônaco já deu parecer favorável à extradição", disse. Para o ministro, o segundo adiamento da decisão da Justiça de Mônaco, concedido ontem, é uma manobra dos advogados de Cacciola - legal, mas inútil. "Vejo como uma manobra dilatória legal. Os defensores (do ex-banqueiro) estão tentando retardar a decisão. Isso para nós é natural, mas o que prevalecerá é a soberania da Justiça de Mônaco", enfatizou Tarso, certo de que a extradição será concedida brevemente. A documentação exigida em processos de extradição foi entregue à Justiça de Mônaco no início de setembro, pouco depois da prisão do ex-banqueiro, condenado pela Justiça brasileira a 13 anos de prisão por desvio de dinheiro público e gestão fraudulenta do Banco Marka, do qual foi dono em 1999, numa operação que teria causado um prejuízo de R$ 1,5 bilhão ao País. Ele chegou a ser preso, em junho de 2000, mas fugiu do Brasil após ter sido beneficiado por um alvará de soltura concedido em liminar pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal. Desde 2005, o País tenta trazer o ex-banqueiro para cumprir sua pena.

Vannildo Mendes, O Estadao de S.Paulo

23 de novembro de 2007 | 00h00

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