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Para Temer, aprovação da PEC dos Teto 'demonstra seriedade da classe política'

Durante jantar com líderes da base aliada, ministro Eliseu Padilha também apresentou alguns números sobre o impacto da PEC e assegurou que tanto a área da Saúde da Educação, principal ponto de polêmica da proposta, não serão atingidos

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2016 | 11h15

BRASÍLIA - Em jantar realizado na noite desta terça-feira, 4, com líderes da base aliada, o presidente da República, Michel Temer, defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece limites dos gastos públicos.

 

O encontro teve como anfitrião o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Entre os presentes estavam o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), Henrique Meirelles (Fazenda), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), Maurício Quintella Lessa (Transportes) e Fernando Filho (Minas e Energia).

 

"Não é uma preocupação do governo, do Temer, mas uma preocupação do Brasil... a aprovação da PEC do Teto é uma demonstração da seriedade da classe política do País", afirmou Michel Temer para os presentes.

 

Na reunião, o presidente também mencionou a campanha de televisão que o governo criou para tentar esclarecer à população a necessidade de se estabelecer um teto para os gastos públicos. O discurso de Temer durou cerca de 5 minutos e ao encerrá-lo, ele foi aplaudido pelos líderes presentes.

 

Antes do presidente falar, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, apresentou alguns números sobre o impacto da PEC e assegurou que tanto a área da Saúde da Educação, principal ponto de polêmica da proposta não serão atingidos.

 

As rodadas de conversas entre Temer e ministros com integrantes da base deverão se intensificar até às vésperas da votação no plenário da Câmara, prevista para iniciar na próxima segunda-feira e encerrar no dia seguinte.

 

Seguindo esse calendário, o governo conseguirá aprovar a PEC na Casa uma semana antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que definirá o rumo da taxa básica de juros da economia, a Selic. O Banco Central tem destacado o ajuste fiscal como uma das condições para que seja possível reduzir os juros. A intenção é abrir caminho para a primeira queda na taxa desde 2012.

 

Depois de passar pela Câmara, a PEC segue para discussão no Senado. Em conversa com o Broadcast nesta terça-feira, o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) sinalizou que deverá colocar a proposta em discussão o quanto"Não há como não ser uma votação célere", afirmou o peemedebista.

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