Para Tesouro, investimento é propulsor da economia

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse nesta terça-feira que o aumento das receitas com dividendos pagos por empresas estatais vai compensar a redução das receitas previstas para este ano.

ADRIANA FERNANDES E CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

31 de julho de 2012 | 12h11

O secretário destacou ainda que o desempenho dos investimentos é o item que o governo "olha" com mais cuidado. "É o principal elemento para melhorar as condições econômicas do País", disse, Segundo ele, o governo trabalha para que o investimento seja o "propulsor" do crescimento da economia. "Acreditamos que o investimento no segundo semestre vai melhorar", previu.

Augustin fez uma defesa da decisão do governo de contabilizar as despesas do programa Minha Casa, Minha Vida como investimentos. "Ele (Minha Casa, Minha Vida) não é menos indutor do crescimento econômico. É típico investimento e tem grande efeito multiplicador econômico e de gerador de empregos", afirmou.

O secretário admitiu que os investimentos no primeiro semestre não caminharam no ritmo desejado, mas disse que serão mais fortes no segundo semestre, porque estão "se maturando". Augustin atribui o atraso à transição do PAC 1 para o PAC 2 e a trocas "relevantes" de equipes nos ministérios.

O secretário do Tesouro disse ainda que, com o novo patamar de juros e câmbio e as novas concessões de infraestrutura, que serão anunciadas pelo governo federal, os investimentos privados devem deslanchar em 2013. "Podemos ter forte crescimento do investimento privado no ano que vem", avaliou.

O secretário evitou dar mais detalhes sobre o anúncio das concessões, alegando que é um tema que permeia vários ministérios. "Uma questão que tem a ver com a economia, e que tem a ver com o nossa estratégia de retomada da economia, é a de trabalhar fortemente com o aumento do investimento. Não só diretamente com recursos do orçamento, mas também com um conjunto de concessões, que permita, com o investimento privado, um crescimento forte da infraestrutura pública", disse. "Câmbio e juros estão sendo reposicionados, há conjunto de elementos novos", acrescentou.

O secretário afirmou ainda que o governo está sempre atento ao desempenho da economia e à realização de superávit primário e, sem citar prazos, comentou que, se houver necessidade, haverá uma capitalização do BNDES. Ele lembrou que o banco de fomento e a Caixa Econômica Federal, entre outras estatais, são fontes de dividendos para o Tesouro.

Essa ferramenta, citou Augustin, se elevada, pode ser usada para o cumprimento do superávit primário. "É muito bom que o Brasil possa ter receitas grandes como esta (dividendos) para manter o primário mesmo em anos como este, quando temos de tomar medidas anticíclicas", avaliou. Segundo ele, apesar da possibilidade de se usar mais dividendos dessas companhias, nenhuma das instituições públicas deixará de ter infraestrutura neste momento de crise internacional. "Se for necessário vamos capitalizar BNDES."

Sobre a possível capitalização da Caixa, o secretário desconversou. "Quando acharmos que (a Caixa) precisa se capitalizar, vamos fazer. Não estudamos nada em específico para esta ou aquela instituição. Conforme aparecer a dificuldade, a gente vai fazendo", disse.delas para o País", argumentou.

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