Ueslei Marcelino/Reuters
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Para Tombini, ''vento de cauda'' pressiona consumo

BRASÍLIA

, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2011 | 00h00

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse ontem que as medidas recentes para controlar o crédito tiveram efeito nos empréstimos. Houve "significante contração" nos novos empréstimos recentemente, afirmou a autoridade monetária. As medidas de crédito moderaram os empréstimos para consumo como era o desejado, disse Tombini. Ele previu que a expansão do crédito deve ser inferior a 15% no fim de 2011.

Segundo Tombini, o pesado volume de dólares que fluem para o Brasil cria um estímulo para o crédito doméstico. Ele concedeu entrevista em inglês para a imprensa estrangeira e usou o termo "tailwind" - a palavra é uma referência usada na aviação que significa um vento de cauda que aumenta a velocidade do avião.

O acesso para o crédito ao consumo tem sido um fator-chave na forte demanda doméstica que resultou em pressões de preço no Brasil. O Banco Central tem tentado controlar o crédito por meio do aumento das exigências de reserva dos bancos e de impostos sobre empréstimos de curto prazo no exterior.

Mas Tombini afirmou que a inconstância dos mercados financeiros também significa que o Brasil precisa estar preparado para o dia em que os fluxos financeiros se reverterem. Tombini acrescentou que o Banco Central tem preparado tal "estratégia de saída". / DOW JONES NEWSWIRES

Previsão

Na entrevista à imprensa estrangeira, Tombini, disse que a inflação em 12 meses deve ter pico em agosto, mas reiterou sua confiança de que atingirá o centro da meta de 4,5% em 2012.

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