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Para Usiminas, medida dos EUA não afetará exportações

O presidente da Usiminas, Rinaldo Campos Soares, disse na noite desta terça-feira que a decisão do governo norte-americano de impor restrições às exportações de aço para o mercados dos Estados Unidos não afetará muito a siderúrgica. Segundo ele, o planejamento de vendas externas da Usiminas para este ano incluía um volume de 721 mil toneladas de produtos, sendo que 131 mil toneladas seriam direcionadas aos Estados Unidos. Deste volume, 55 mil seriam de produtos acabados, que não estariam sujeitos às restrições anunciadas hoje.O maior efeito das medidas seria no volume de placas e outras 25 mil toneladas de chapas grossas que a empresa pretendia vender para o mercado norte-americano. Soares ressalta, no entanto, que a companhia poderá identificar novos compradores.Para a Companhia Siderúgica Paulista (Cosipa), também controlada pela Usiminas, o impacto será maior. A empresa pretendia exportar este ano 1,1 milhão de toneladas de placas, sendo que deste total entre 600 mil e 700 mil toneladas para os Estados Unidos. "Acredito que a companhia conseguirá atingir o equilíbrio e não será prejudicada", afirmou.O presidente da Usiminas ressaltou que algumas linhas de produtos siderúrgicos finais, como os laminados a quente e a frio já haviam sido alijados do mercado norte-americano por uma série de processos anti-subsídio e anti-dumping da indústria local e também não serão afetados.

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