REUTERS/Ueslei Marcelino
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Para vice-líder do governo, votar reforma da Previdência em novembro seria 'estelionato eleitoral'

Segundo o deputado Beto Mansur (PRB-SP), não será correto o eleitor dar seu voto a parlamentares sem saber o que cada um pensa a respeito das mudanças nas regras de aposentadoria

Isadora Peron e Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2018 | 21h12

BRASÍLIA – Vice-líder do governo na Câmara, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) afirmou nesta segunda-feira, 22, que deixar para votar a reforma da Previdência em novembro será um “estelionato eleitoral”.

Segundo o deputado, não será correto o eleitor dar seu voto a parlamentares sem saber o que cada um pensa a respeito das mudanças nas regras de aposentadoria. As eleições gerais estão marcadas para outubro. Ele defendeu que a proposta deve ir a voto em fevereiro, como planeja o governo, independentemente de ter chance ou não de ser aprovada.

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Apesar dos esforços, o governo ainda não tem os 308 votos necessários para aprovar o projeto na Câmara. No fim de semana, o presidente Michel Temer relatou a interlocutores diretos que é melhor votar a reforma da Previdência em fevereiro “mesmo que para perder”. 

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A avaliação de Temer é que os deputados vão ser cobrados pelo seu posicionamento perante o tema e que é preciso que eles “mostrem a cara”. 

De acordo com um auxiliar do presidente, a determinação do governo em votar mesmo para perder fará ainda com que os pré-candidatos - como Geraldo Alckmin - pressionem seus partidos para votarem a favor do texto.  

No fim do ano passado, Temer ensaiou o discurso que adotará caso a matéria não seja aprovada, dirá que “fez sua parte” e que os parlamentares é que serão culpados pela continuidade de crise. /COLABORARAM CARLA ARAÚJO E TÂNIA MONTEIRO

 

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