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Para Volks, manter a redução de IPI é 'mandatório'

O presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, considera "mandatória" a manutenção, por parte do governo federal, da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis novos pelo menos por mais três meses. A redução, que ajudou o setor a evitar uma queda drástica nas vendas, está prevista para terminar no dia 31 de março.O executivo prevê redução de 5% nas vendas de veículos este ano, queda que pode ser maior sem medidas de incentivo às vendas. No ano passado foram vendidos 2,67 milhões de automóveis e comerciais leves no País. Schmall defende que, durante o período de prorrogação da queda do IPI sejam discutidas medidas que mudem o benefício do IPI por incentivos de financiamentos aos consumidores.Ele afirma, contudo, que as empresas podem "negociar tudo com o governo, mas quem vai definir é o mercado", ao comentar a possibilidade de o governo exigir garantias de emprego como contrapartida para prorrogar o corte do IPI. "O emprego depende 100% do mercado."O presidente da montadora alemã compartilha da opinião de outros executivos de que a crise é mais forte fora do Brasil, como na Europa e nos Estados Unidos, onde as vendas de veículos registram queda de 20% a 40%, mas acha necessário que o País reaja rapidamente para criar um mercado consumidor mais consistente. O executivo ressalta que o mercado brasileiro tem elevado potencial de crescimento diante das estatísticas de que há oito habitantes para cada automóvel no Brasil.ConvênioA Volkswagen do Brasil decidiu garantir o abastecimento de energia limpa em suas fábricas e vai investir R$ 50 milhões na construção de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) no interior de São Paulo. Em parceria inédita, a montadora tem 40% do capital da hidrelétrica. A Sociedade de Energia Bandeirantes (Seband) controla 33% e a Pleuston Serviços os 27% restantes.Ao todo, o projeto consumirá R$ 100 milhões. O início da geração de energia está previsto para janeiro de 2010. A capacidade da usina corresponderá a 18% do consumo anual das fábricas da Volkswagen no País.A montadora participa da Ecogerma 2009 - Feira de Negócios e Congresso de Tecnologias Sustentáveis, promovida pela Câmara Brasil Alemanha e que será aberta ao público de hoje até domingo no Transamérica Expocenter, em São Paulo. Entre os produtos em exposição no estande da Volkswagen estão o Polo E-Flex, modelo flex que extinguiu o tanquinho de gasolina para a partida do carro e um veículo conceito movido a hidrogênio trazido da Alemanha, que não polui. Também faz demonstrações de um Passat com sistema em que o carro estaciona sozinho.

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