Parada de alto forno derruba lucro da CSN no 4º tri

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou nesta sexta-feira, 30, lucro líquido de R$ 83,4 milhões no quarto trimestre, ante ganho de R$ 352,3 milhões de outubro a dezembro de 2005. O resultado foi impactado por registro de danos materiais ainda decorrentes da parada, no primeiro semestre, do principal alto forno da companhia. A empresa decidiu realocar para o quarto trimestre danos materiais de R$ 193 milhões provenientes da provisão de R$ 923 milhões registrada no terceiro trimestre como lucros que deixou de obter pela parada do alto forno. Com isso, o impacto desse registro de danos no lucro líquido foi de R$ 116 milhões. O alto forno danificado é responsável por 70% da produção metalúrgica da CSN e voltou a funcionar a plena carga em agosto. Em todo 2006, a CSN teve resultado positivo de R$ 1,17 bilhão, 42% inferior ao obtido em 2005. A geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) nos últimos três meses de 2006 foi de R$ 984 milhões com margem de 38,2%, ante R$ 1,05 bilhão no mesmo intervalo do ano anterior e margem de 43,7%. A CSN explicou que a margem no quarto trimestre "reflete custos operacionais ainda afetados pelo sinistro (alto forno), sobretudo pela realização de estoque de custo superior - de aço produzido em meses anteriores e de aço adquirido de terceiros". A siderúrgica teve um custo total de produção 9% maior no quarto trimestre se comparado ao mesmo período de 2005 por conta do consumo de placas e bobinas adquiridas de terceiros. Mas no ano, o custo total de produção ficou em linha com o de 2005, em R$ 4,8 bilhões. A receita líquida da companhia somou R$ 2,58 bilhões nos últimos três meses de 2006, avanço em relação aos R$ 2,4 bilhões registrados no mesmo período de 2005. Ao longo de 2006 o faturamento líquido foi de R$ 9 bilhões, frente a R$ 10 bilhões em 2005. O volume de vendas da empresa no quarto trimestre foi de 1,19 milhão de toneladas ante 1,35 milhão de toneladas entre outubro e dezembro do ano anterior. Em 2006, a CSN vendeu 4,4 milhões de toneladas de aço, abaixo das 4,9 milhões de toneladas de 2005. A companhia prevê um crescimento de cerca de 8% na demanda de aços planos no Brasil, em linha com expectativa do Instituto Brasileiro de Siderurgia. A margem Ebitda para 2007 é prevista entre 40% e 45%, ante 35% em 2006.

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