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Parada, obra de Jirau tem prejuízo de R$ 6 mi por dia

Licença do Ibama para a construção da usina aguarda a liberação do governo de Rondônia, que fez exigências

Gerusa Marques, O Estadao de S.Paulo

28 de maio de 2009 | 00h00

O presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz, disse ontem, em audiência pública na Câmara dos Deputados, que cada dia de paralisação da obra da Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, gera um prejuízo de R$ 6 milhões. A licença para a construção do canteiro de obras da hidrelétrica expirou no dia 18 e, como ainda não foi liberada a licença de instalação definitiva, as obras foram paradas.O diretor da Eletrosul, Ronaldo Custódio, que pertence ao Grupo Eletrobrás, explicou que esse prejuízo é dividido em duas partes: R$ 1 milhão para manter a infraestrutura e os empregados e R$ 5 milhões por dia pela energia que deixará de ser vendida quando a hidrelétrica começar a produzir.O consórcio Enersus, responsável pela obra, prevê antecipar do início de 2013 para início de 2012 a entrada em operação da usina. Essa antecipação vai permitir, segundo Custódio, que o consórcio venda, durante esses 12 meses, 100% da energia de Jirau no mercado livre. O prejuízo de R$ 5 milhões foi calculado considerando o preço de R$ 71 pelo megawatt/hora, definido no leilão. Mas é possível que essa prejuízo seja ainda maior porque o preço da energia no mercado livre, que hoje está acima de R$ 100, é sempre mais alto do que o preço de leilão. "É um prejuízo que se reflete, também, na sociedade, porque não tem energia disponível", disse Custódio.A licença definitiva ainda não foi liberada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) porque aguarda o aval do governo de Rondônia. O presidente da Eletrobrás disse que as reivindicações do governador Ivo Cassol são justas e serão resolvidas. "Estamos fazendo de tudo para antecipar a operação da usina. Jirau vai sair", garantiu. Cassol reivindica a regularização fundiária de 5 mil famílias que estão assentadas em uma reserva ambiental da União, às margens do Rio Madeira.BELO MONTEAs grandes construtoras, entre elas, Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, deverão ser incentivadas pelo governo a competirem entre si no leilão da Hidrelétrica de Belo Monte, a ser construída no Rio Xingu, no Pará. Segundo Muniz, a "diretriz básica" do leilão de Belo Monte será a competição. "Tem que ter disputa", disse.O leilão da usina está previsto para outubro deste ano, mas o edital ainda não foi publicado. Segundo Muniz, a Eletrobrás ouvirá seu acionista majoritário, que é o governo, para decidir como participará.

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