Paraguai deve crescer cinco vezes mais que o Brasil em 2013, diz Cepal

Comissão Econômica para a América Latina e Caribe revê para baixo projeção para a economia brasileira

Renan Carreira, da Agência Estado,

24 de julho de 2013 | 18h22

Texto atualizado às 21h30 para correção de informação

SÃO PAULO - A Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), da Organização das Nações Unidas (ONU), prevê que a economia da região deve crescer 3% este ano, abaixo da projeção de  3,5% feita em abril.

A revisão do número se deve em parte ao menor dinamismo do crescimento econômico apresentado por Brasil e México. Além disso, segundo a entidade, vários países que vinham crescendo a taxas elevadas, como Chile, Panamá e Peru, mostraram desaceleração da atividade econômica nos últimos meses.

Para o Brasil, a Cepal estima avanço de 2,5% em 2013, inferior aos 3% previstos em abril. No caso do México, a projeção de expansão é de 2,8%, ante 3,5% em abril.

Para a Cepal, o Paraguai deve registrar o maior crescimento na região este ano, com expansão de 12,5%, seguido por Panamá (7,5%), Peru (5,9%), Bolívia (5,5%), Nicarágua (5%) e Chile (4,6%). A Argentina deverá crescer 3,5%.

De acordo com a instituição, a América Central registrará alta de 4%, enquanto a América do Sul vai crescer 3,1%. O Caribe deve manter a tendência de leve aumento verificada em anos anteriores e avançar 2%.

O relatório divulgado nesta quarta-feira, 24, destaca que a região mostra algumas debilidades que poderiam afetá-la no curto e longo prazos diante do atual cenário externo negativo.

Entre elas estão a alta dependência das exportações para Europa e China, crescente  aumento no déficit em conta corrente - que chegará a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, o maior desde 2001 -, sérias restrições fiscais no Caribe, América Central e México e vulnerabilidade na América do Sul por causa da dependência dos recursos  naturais.

Na análise da Cepal, o crescimento econômico continua muito dependente do consumo, que tem mostrado em 2013 recuperação menor que no ano anterior, enquanto a contribuição do investimento no PIB será modesta e as exportações líquidas terão contribuição  negativa devido a um aumento maior das importações do que de vendas ao exterior.

"As exportações registraram diminuição no primeiro semestre de 2013 e enfrentam o provável fim do período de auge nos preços das commodities", afirmou a instituição no  relatório.

A Cepal informou que o desempenho econômico moderado da região está atrelado a um crescimento estimado da economia mundial de 2,3%, parecido com o de 2012. Devido à contínua recessão na zona do euro durante 2013, a entidade prevê que os países em desenvolvimento sigam sendo os motores do crescimento global.

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