Paraguai tem suspeita de aftosa na fronteira; Brasil não é comunicado

O Ministério da Agricultura não recebeu nenhuma informação do governo do Paraguai sobre a suspeita de ocorrência de focos de febre aftosa em 16 bovinos da fazenda Dos Marías, situada no limite dos Estados paraguaios de São Pedro e Canindeyú, a pouco mais de 20 quilômetros da linha divisória no extremo sul, próximos dos municípios de Iguatemi, Paranhos, Sete Quedas e Japorã, do Mato Grosso do Sul. A suspeita foi noticiada pelo jornal paraguaio ABC Color. Veterinários do Servicio Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), ouvidos pelo ABC Color, em princípio descartam a aftosa e dizem que os sintomas são de uma doença denominada pietin ou "pie de bufón", que se manifesta na forma de infecções provocadas por bactérias que atacam animais com lesões traumáticas.As autoridades paraguaias dizem que os proprietários da fazenda Dos Marías realizaram a vacinação contra a febre aftosa entre 27 e 28 de julho, com a fiscalização dos veterinários do SENACSA e não ocasião não foi verificado nenhuma anomalia sanitária o rebanho.Vigilância No Brasil, o coordenado da área de doenças do Ministério da Agricultura, Jamil Gomes de Souza, diz que o trabalho de vigilância na fronteira continua reforçado, por causa dos focos de febre aftosa que ocorreram no Brasil no ano passado.Segundo João Cavalléro, diretor-presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal no Mato Grosso do Sul, "ainda que a carne deles não representa perigo para o consumo humano, isso tudo é mentira do Paraguai para esconder o que realmente acontece no país, que está tomado pela aftosa". A partir de terça-feira pelo menos 400 quilômetros da fronteira MS-Paraguai, estarão fechados para os bovinos do país vizinho.Este texto foi atualizado às 13h59.

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