Sevan Drilling/Divulgação
Sevan Drilling/Divulgação

carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Paralisação afeta produção da Petrobrás

Segundo sindicalistas, greve parou plataformas e reduziu em 25% a produção; estatal informou que está analisando os 'impactos'

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2015 | 02h01

RIO - No primeiro dia de greve, sindicalistas ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) disseram ter conseguido parar 25% da produção de petróleo da Petrobrás, com a paralisação das atividades em várias plataformas. De acordo com a FUP, na Bacia de Campos, onde está concentrada mais de 70% da atividade da empresa, cerca de 400 mil barris deixaram de ser produzidos ontem. Em todo o País, a queda foi de 500 mil barris, estima a Federação, que lidera o movimento, iniciado no domingo.

A Petrobrás, em comunicado distribuído no próprio domingo, informou que o fornecimento de combustíveis à população está garantido. Na segunda, não comentou os números divulgados pelos sindicalistas e afirmou apenas que analisa "os impactos das mobilizações". Disse ainda que a "companhia está tomando todas as medidas necessárias para manter a produção e o abastecimento, garantindo a segurança dos trabalhadores e das instalações".

Na quinta-feira, alguns empregados da Petrobrás que trabalham em unidades da área de abrangência de outra federação sindicalista, de menor porte, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), iniciaram movimento de greve. Mas a paralisação só ganhou abrangência nacional no domingo, quando a FUP, responsável por 14 dos 19 sindicatos de petroleiros do País, decidiu pela paralisação. O alvo das reivindicações da FUP é o plano de desinvestimento em curso na Petrobrás, que prevê a venda de ativos e a redução de empregos na empresa e, consequentemente, em toda a cadeia produtiva.

Deyvid Bacelar, sindicalista e membro do conselho de administração da Petrobrás, afirmou, em sua página no Facebook, que, diante do impasse, os trabalhadores vão promover "a maior greve da história". A frase é usada como slogan do movimento para demonstrar a disposição de "impedir que conquistas sejam perdidas", afirmou Bacelar.

Trabalhistas. A pauta da FUP não inclui questões salariais. Essa é uma bandeira da FNP, que propõe reajuste salarial de 18%. Inicialmente, a companhia aceitou rever os ganhos em 5,7%. Em seguida, chegou a sugerir aumento de 8,1%. Mas os sindicalistas consideraram a proposta insuficiente, por não cobrir a inflação do último ano. Em resposta, a FNP indicou a continuidade da greve nas áreas dos seus sindicatos por tempo indeterminado.

Na refinaria de Paulínia (SP), a maior do País, a adesão nas primeiras 24 horas do movimento foi de 100%, segundo a FUP. O mesmo ocorreu na Refinaria de Capuava (Recap), em São Paulo. Já nos terminais de logística no Estado, operados pela Transpetro, a greve só começa hoje. Na refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, a paralisação é parcial.

Tudo o que sabemos sobre:
grevePetrobras

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.