Paralisação de fiscais retém 5 mil toneladas no RS

Fiscais agropecuários cobram mudanças na MP 431, que não prevê reajuste da gratificação por desempenho

SANDRA HAHN, Agencia Estado

13 de junho de 2008 | 14h46

Em seu primeiro dia, a paralisação dos fiscais federais agropecuários gerou um acúmulo, até ontem à noite, de 5,1 mil toneladas de cargas retidas em portos, aeroportos, aduanas e indústrias do Rio Grande do Sul que aguardam a liberação dos funcionários. As cargas foram avaliadas em R$ 44 milhões. O balanço foi feito pela categoria, que irá manter a paralisação até a meia-noite de hoje e adotar uma rotina diferenciada de trabalho na próxima semana."Vamos aplicar a legislação", indicou o porta-voz da Associação dos Fiscais Federais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afama), Antônio Ângelo do Amaral. Isso significa que os fiscais, por exemplo, não deverão fazer horas extras ou extrapolar as atividades possíveis. A categoria cobra mudanças na Medida Provisória 431, que não prevê, entre outras reivindicações, forma de reajuste da gratificação por desempenho."Em 2005, fizemos uma greve, um acordo e o governo não cumpriu", disse Amaral. Em 2007, em outra greve, o acordo com a categoria deveria ser cumprido a partir de fevereiro de 2008, mas os fiscais dizem que isso também não ocorreu. O balanço de mercadorias paradas à espera de fiscalização será atualizado hoje à noite. Os principais pontos de concentração de cargas são a aduana de Uruguaiana, no oeste, e o porto de Rio Grande, no sul. A categoria tem 500 fiscais do Rio Grande do Sul, sendo 400 na ativa.

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