Paralisação de pilotos cancela 30 voos no país

Os pilotos das companhias aéreas Aerolíneas Argentinas e Austral exigem aumento salarial que compense a escalada inflacionária

Ariel Palacios, correspondente, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2014 | 02h39

BUENOS AIRES - Uma greve dos pilotos das companhias estatais aéreas Aerolíneas Argentinas e Austral deixou ontem milhares de pessoas sem transporte aéreo em toda a Argentina. Trinta voos das duas empresas, que cobrem mais da metade do mercado doméstico aéreo do país, foram suspensos por causa da paralisação. Os passageiros, muitos dos quais turistas brasileiros, tiveram de passar o dia nos aeroportos, à espera da retomada dos voos.

Pouco mais de cinco horas após o início, o Ministério do Trabalho determinou a suspensão da greve e convocou uma conciliação obrigatória entre a diretoria da empresa e a Associação de Pilotos das Linhas Aéreas. Os pilotos exigem altas salariais que compensem a escalada inflacionária.

A Aerolíneas acusou os sindicalistas de fazerem uma greve "intempestiva, desproporcional e irrazoável". Segundo a estatal, os pilotos são "privilegiados" que têm "elevados salários" e "luxuosas condições de trabalho". A companhia divulgou ontem que os salários dos pilotos ultrapassam os US$ 10 mil. Os sindicatos afirmam que não passam de US$ 2.400.

A Aerolíneas sustentou em nota que pretende "recompensar os passageiros pelos prejuízos causados".

Segundo o chefe do gabinete de ministros, Jorge Capitanich, "a finalidade dos sindicatos é a de criar conflitos, já que estão alinhados com a oposição".

Com a subsidiária Austral, a Aerolíneas é responsável por mais de 80% dos voos internos e mais de 50% das viagens internacionais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.