Paralisação no Porto de Santos afeta 26 navios

Setor mais afetado com greve de funcionários da Codesp é o de atracação 

Ana Conceição, da Agência Estado,

21 de novembro de 2011 | 12h10

SÃO PAULO - Uma paralisação de 24 horas realizada pelos funcionários da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) já afeta a movimentação de ao menos 26 navios no Porto de Santos. De acordo com as assessorias do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport) e da Codesp, o setor mais afetado é o da atracação, que libera a entrada e a saída de embarcações. De acordo com o sindicato, a paralisação atinge a maior parte dos 1.400 funcionários da empresa.

Dos 26 navios afetados desde as seis horas da manhã, quando a paralisação foi iniciada, 16 não conseguiram entrar no porto e dez não saíram. A maioria carrega produtos agrícolas, segundo a Codesp. Não foi informados detalhes sobre quais produtos essas embarcações carregam, contudo. O Porto de Santos é uma das principais portas de saída de café, açúcar, soja e de entrada de fertilizantes no País. Santos também é o maior terminal portuário do Brasil e, no total, tem dez mil funcionários.

De acordo com o Sindaport, os funcionários da Codesp querem o cumprimento de alguns pontos do acordo coletivo estabelecido há três meses. A empresa já concedeu o reajuste salarial de 9,6%, mas ainda não pagou benefícios como o auxílio-educação e não atendeu cláusulas como a que iguala os pagamentos de horas extras, que hoje têm porcentuais diferenciados de acordo com o tempo de casa. 

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