Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Paralisações em rodovias perdem força, diz polícia

PRF contabilizava 12 pontos de bloqueio parcial em rodovias federais neste domingo; segundo caminhoneiros, protestos continuam

O Estado de S. Paulo

01 de março de 2015 | 16h12

Atualizado às 23h22

As paralisações dos caminhoneiros perderam força no domingo, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal. Na noite deste domingo, a PRF contabilizava apenas 12 interdições parciais, em dois Estados – Santa Catarina (dez) e Mato Grosso (duas) –, ante 52 pontos de paralisações em nove Estados na noite de sábado. No entanto, rodovias estaduais continuavam bloqueadas no Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Segundo informações do Ministério da Justiça, a diretora geral da PRF, Maria Alice Nascimento, disse que os policiais rodoviários federais mantinham o monitoramento nas estradas federais, com o apoio integrado da Força Nacional de Segurança Pública e as polícias estaduais. “O trabalho continua até o restabelecimento completo do transporte de carga, para garantir o abastecimento da população e a normalidade da atividade econômica”, disse Maria Alice, em nota.

Apesar da aparente perda de força, os caminhoneiros afirmaram que os bloqueios devem continuar nesta segunda. A categoria protesta contra a alta no preço do óleo diesel e quer aumento no valor do frete. Como o movimento é difuso e não tem líderes claros, o governo encontra dificuldades para negociar um acordo que possa pôr fim definitivo nas paralisações.

Barulho. Na cidade de São Paulo, durante o dia, cerca de 30 caminhoneiros fizeram um “buzinaço” nas marginais Tietê e Pinheiros, bloqueando faixas e causando lentidão nos dois sentidos, conforme a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Na rodovia Anhanguera, um protesto complicou o trânsito no início da noite no km 206, na região de Pirassununga. Os motoristas formaram fila no acostamento no sentido capital-interior e no inverso.

A mobilização dos caminhoneiros continuou mais intensa na região Sul. Em Santa Catarina, manifestantes passaram a fazer protesto volante, mudando os pontos de bloqueio para confundir a polícia. A paralisação no Estado atingiu o 12.º dia. 

No Ceará, a Polícia Rodoviária Federal foi acionada para pôr fim à manifestação no km 213 da BR-116, em Tabuleiro do Norte. O trecho estava interditado desde sábado e neste domingo havia 200 caminhões parados. 
Tabuleiro do Norte é conhecida como a Cidade dos Caminhoneiros, porque a principal fonte de renda da população é o transporte de cargas. O protesto na rodovia foi organizado pela Associação do Caminhoneiros de Tabuleiro do Norte (Acatan).

As paralisações dos caminhoneiros autônomos do Ceará na BR-116 começaram na terça-feira, quando cerca de 60 motoristas ocuparam, inicialmente, os acostamentos do km 12 da rodovia, que liga o Ceará ao Rio Grande do Sul. À medida que iam sendo dispersados pela PRF, os manifestantes migravam para diferentes trechos da rodovia.

Enterro. O corpo do caminhoneiro Cléber Adriano Ouriques, de 38 anos, atropelado e morto no sábado por outro caminhoneiro quando participava de um bloqueio, foi sepultado neste domingo, num clima de comoção, em São Sepé, cidade onde morava no Rio Grande do Sul. Ele era solteiro e deixou um filho.

O atropelamento ocorreu na rodovia BR-392. O motorista do caminhão que o matou fugiu sem prestar socorro. O veículo foi localizado em um posto. O suposto autor do crime já foi identificado./ TÂNIA MONTEIRO, ALINE BRONZATI, FÁTIMA LESSA, JOSÉ MARIA TOMAZELA, CARMEN POMPEU, GUSTAVO PORTO E ALEXANDRE BAZZAN

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