Paraná é 3º em ranking de Estados, mas cai posiçãoEstudo aponta piora comparativa em áreas como efic

Estudo aponta piora comparativa em áreas como eficiência da máquina e solidez fiscal

Cristiana Vieira - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2017 | 05h00

Na comparação com os demais Estados do País, como vai o Paraná? Bem, mas já foi melhor. É o que aponta a edição 2017 do Ranking de Competitividade dos Estados, estudo anual, realizado pelo Centro de Liderança Pública e pela consultoria Tendências para avaliar os 26 Estados e o Distrito Federal nos pilares educação, solidez fiscal, segurança pública, infraestrutura, inovação, capital humano, eficiência da máquina pública, potencial de mercado, sustentabilidade ambiental e sustentabilidade social.

O Paraná está em 3º no País, mas era o 2º no ranking geral em 2016 e perdeu uma posição para Santa Catarina. Pilares como educação, em que passou de 4º para 5º lugar, e eficiência da máquina pública, em que perdeu três posições (de 3º para 6º lugar), puxaram a queda.

O analista sênior de finanças públicas da Tendências, Fabio Kelin, explica que, enquanto o Paraná sofreu com a queda em educação, Santa Catarina manteve a terceira posição, assim como em eficiência da máquina pública, que continua na sétima. “Podem ter ocorrido situações em que o Paraná esteja igual nos indicadores, mas, se outros estados melhoraram, ele acaba caindo. Assim como casos em que o Estado melhora seus indicadores, mas outros melhoraram ainda mais”, justifica o analista da Tendências.

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Nesta edição, os pilares econômicos sofreram mais impacto, como solidez fiscal, em que o estado é mais sensível.

O estudo também identificou uma piora comparativa em segurança pública, caindo três pontos em relação a edição anterior, quando era o primeiro. 

No item energia, o Estado chegou bem perto da pior classificação (27ª), ocupando o 24º lugar. 

“Curiosamente o Paraná tem baixa competitividade na energia elétrica, considerada a mais cara do País, apesar da proximidade com a Usina Hidrelétrica de Itaipu”, observa o sócio da Tendências, Adriano Pitoli.

Outro ponto de atenção é o crescimento da força de trabalho. “A população adulta em idade de trabalho ainda está entre os últimos lugares, mantendo-se em 24º lugar”, observa Pitoli, lembrando que esta é uma característica dos Estados do Sul, em particular o Paraná e Rio Grande do Sul, onde a população é mais velha.

PIB em alta. Apesar de o Paraná ter sofrido com a crise, a projeção para 2017 é de que o PIB cresça 1,7% em comparação com a média de 0,7% do Brasil. No Fórum Estadão, o governador do Estado, Beto Richa (PSDB), destacou os programas de atração de investimentos com incentivos fiscais, responsáveis por R$ 43 bilhões em novos investimentos.

“Mostramos que o Paraná voltou a ser a terra da promissão”, disse Richa. “Mas também é importante fazer grandes investimentos em infraestrutura”, admitiu o governador.

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