Paranapanema descarta utilizar cobre da Vale vindo de Salobo

A grande produção de cobre previstapela Vale na mina de Salobo, no Pará, a partir de 2010, deveráse destinar à exportação, devido a questões tributárias quedificultam economicamente o uso da matéria-prima pela indústrialocal, informou a principal refinadora brasileira nestaterça-feira. "Vai tudo para o mercado externo", disse Geraldo Ribeiro doValle Haenel, presidente-executivo do Grupo Paranapanema, quecontrola a Caraíba Metais, com capacidade instalada paraproduzir 220 mil toneladas de catodos e vergalhões de cobre porano a partir de concentrado. "A Caraíba não vai poder ficar com esse produto", disseHaenel, afirmando que a falta de devolução de créditos deimpostos acumulados pelas empresas nos produtos exportadosdificulta a compra de matéria-prima local. A empresa importa doChile boa parte do cobre que utiliza. O Brasil produziu pouco mais de 200 mil toneladas de cobreconcentrado em 2007, para um consumo anual de aproximadamente330 mil toneladas. O presidente da Paranapanema diz que o país poderiapraticamente alcançar a auto-suficiência com o início daprodução da Vale em Salobo, com um estágio inicial de 100 miltoneladas por ano. A capacidade total esperada para Salobo é de400 mil toneladas de concentrado de cobre por ano. A Associação Brasileira do Cobre (ABC), presidida porGeraldo Haenel, pede mudanças tributárias como a redução dasalíquotas de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias eServiços) e a desoneração do IPI sobre alguns produtos, além decobrar do governo o pagamento dos créditos acumulados. A ABC, em conjunto com o Sindicel, sindicato que reúne asindústrias de condutores elétricos e afins, divulgou algunsnúmeros do setor nesta terça-feira. As vendas em 2007 atingiram 7,5 bilhões de reais, comaumento de 4,1 por cento ante 2006. A capacidade instaladasubiu 11 por cento, para 755 mil toneladas no ano passado. Osetor espera por um aumento de 5,3 por cento no faturamento em2008, puxado pelo setor de construção civil e deinfra-estrutura. (Edição de Denise Luna)

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