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Paranapanema planeja investimentos de R$ 510 milhões

Depois da reestruturação da dívida, grupo quer ampliar produção e virar líder no mercado de cobre refinado até 2013

Mônica Ciarelli / RIO, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2010 | 00h00

Sem investimentos em expansão há 15 anos, o reestruturado grupo Paranapanema pretende gastar R$ 510 milhões até 2013 para ampliar sua produção e se tornar líder no mercado de cobre refinado brasileiro.

Para viabilizar o projeto, o presidente do grupo, Luiz Ferraz, conta que a companhia deve voltar a se endividar. "Hoje, temos espaço para isso", afirmou o executivo, ao lembrar que o grupo conseguiu em 2009 reestruturar sua dívida e hoje tem uma confortável situação financeira.

Entre os projetos de expansão, o mais importante envolve a fábrica da Bahia de cobre refinado. A intenção é ampliar a capacidade de produção das atuais 240 mil toneladas para 280 mil toneladas de cobre refinado por ano. "A Paranapanema quer ser a grande líder no mercado interno. Vamos dificultar a vida do Chile por aqui", afirmou Ferraz, se referindo a um dos principais países exportadores do metal.

Outro projeto importante no portfólio da empresa é a ampliação da capacidade produtiva de tubos, de 16 milhões para 36 milhões de toneladas.

Durante apresentação ontem na Apimec Rio, o presidente do grupo Paranapanema destacou que a companhia, depois da reestruturação de dívida, em 2009, está focada em aumentar a rentabilidade de seus ativos. Em seus planos estão também a construção de uma unidade de beneficiamento de ouro e prata, metais que sobram no processo de produção de cobre na empresa, e antes não eram aproveitados.

Direitos minerários. A nova estratégia do grupo contempla ainda os 105 direitos minerários que a Paranapanema tem registrados no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). O executivo informou que o grupo fechou um acordo com uma mineradora para avaliar o valor real desses direitos minerários.

Ferraz deixou claro, entretanto, que a Paranapanema não pretende se tornar uma mineradora e a intenção é fechar parcerias com companhias do setor para garantir o fornecimento de insumos no longo prazo a preços mais baratos, o que permitirá à empresa aumentar sua competitividade no mercado.

Ferraz revelou que um dos direitos minerários já foi vendido por um valor que pode chegar a US$ 8,1 milhões. Dos 105 direitos minerários da Paranapanema, 25 são de minas de cobre.

Questionado sobre a possibilidade de a Vale fazer uma nova oferta pelas ações da companhia, o executivo preferiu não comentar rumores e se limitou a comemorar o crescimento da Paranapanema nos últimos anos. "Se a Vale demorar (a fazer uma nova oferta), ela vai pagar três vezes mais caro", disse.

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