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Parcela cara faz pacote habitacional ser refeito

O alto valor do seguro embutido nas prestações da casa própria fez com que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandasse sua equipe refazer parte do pacote da habitação. Ele está inconformado com o valor das parcelas, que considera caras demais. Técnicos correm contra o tempo para concluir os novos estudos ainda este mês.O seguro cobre os financiamentos em caso de morte ou invalidez permanente do mutuário e no caso de danos permanentes ao imóvel. A pedido do Estado, a Caixa Seguros simulou o seguro para um imóvel no valor de R$ 80 mil situado no Distrito Federal, para uma família com renda de R$ 2.500 mensais. O valor aumenta conforme a idade de quem tomou o empréstimo.Se o mutuário tiver 25 anos, o seguro custará R$ 23,92 por mês, ou 3,63% da prestação. Para um mutuário de 50 anos, custa quase o dobro: R$ 46,32, ou 6,8% da prestação. Se o tomador tiver 60 anos, paga quase quatro vezes mais: R$ 91,42, ou 12,2% da prestação. Para um imóvel de R$ 100 mil, o seguro para o mutuário de 25 anos é de R$ 28,72 (3,83% da prestação); para o de 50 anos é de R$ 52,97 (7,06% da prestação) e para o de 60 anos, R$ 94,32 (12,58% da prestação).Outra novidade do pacote é que um número maior de famílias de baixa renda terá financiamento sem entrada na compra da casa própria. A avaliação do governo é que a entrada é hoje o principal empecilho para que as famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos comprem um imóvel. Por isso, o pacote vai estender a 100% o valor financiado para determinadas faixas de renda e oferecer prazos mais longos, que permitirão baratear o valor das parcelas. Atualmente, já existem financiamentos totais para famílias com renda de até R$ 4.900, segundo informa a Caixa Econômica Federal. O pacote habitacional tem como meta financiar 1 milhão de moradias: 500 mil em 2009 e 500 mil em 2010. "Para construir 1 milhão de casas é necessária uma parceria entre o governo e o setor privado", disse a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Dilma confirmou a revisão dos cálculos para baixar custos. "Talvez seja preciso fazer mudanças institucionais, na lei", comentou. "Vamos dar uma turbinada no programa", brincou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Lu Aiko Otta e Vera Rosa, O Estadao de S.Paulo

06 de fevereiro de 2009 | 00h00

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