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Parcela de ajuda chegará antes da Grécia ficar sem dinheiro, diz ministro grego

País precisa de suporte de € 8 bilhões para não correr o risco de ficar sem dinheiro já em outubro

Renan Carreira, da Agência Estado,

27 de setembro de 2011 | 12h21

ATENAS - O ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, disse que está otimista quanto à Grécia receber a próxima parcela de ajuda, de 8 bilhões de euros, antes de o governo ficar sem dinheiro, em meados de outubro.

"Eu estou muito otimista sobre a liberação da sexta tranche, já que nós estamos fazendo o que é necessário", afirmou ele em entrevista à imprensa. "A próxima parcela da tranche vai ser decidida a tempo e em relação às nossas necessidades de dinheiro. A tranche vai ser liberada e chegará a tempo."

A Grécia está sob pressão para chegar a um acordo com a troica, formada pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI). As negociações foram suspensas abruptamente mais cedo neste mês em meio a um impasse sobre se a Grécia teria de tomar medidas adicionais de austeridade para atingir este ano seus objetivos em relação ao seu déficit.

Desde então, o governo grego anunciou uma série de novas medidas de austeridade, desde um imposto sobre a propriedade até cortes de empregos no setor público. "O acordo com a troica foi acertado sobre como nós vamos atingir nossos objetivos fiscais para 2011 e 2012", disse Venizelos. "Ainda há algumas questões de natureza suplementar relacionadas ao orçamento para 2013 e 2014."

A tranche de 8 bilhões de euros almejada pela Grécia é parte de um pacote de resgate de 110 bilhões de euros de membros da zona do euro e do FMI. A ajuda é necessária para o governo realizar seus pagamentos. Se o dinheiro for negado, a Grécia ficará sem verba em meados do próximo mês.

A Grécia alega que uma recessão mais profunda do que a esperada complicou os esforços para que o governo alcançasse seus objetivos relacionados ao déficit do país. Pelo acordo para que a Grécia recebesse o pacote de resgate, o país havia se comprometido a cortar o déficit para 17,1 bilhões de euros, ou cerca de 7,6% do Produto Interno Bruto (PIB), até o fim deste ano. Porém, a economia da Grécia deve se contrair 5,5% neste ano, ante uma previsão anterior de 3,9%.

Como resultado da queda da arrecadação de impostos e outros efeitos colaterais da recessão, a troica alega que a Grécia deve adotar mais 2 bilhões de euros em medidas de austeridade este ano e prevê um déficit igual a cerca de 8,8% do PIB este ano, caso medidas adicionais não sejam tomadas.

A Grécia está sob críticas por demorar a realizar reformas estruturais e seu ambicioso programa de privatização de 50 bilhões de euros. Até o momento, o governo conseguiu prosseguir com apenas uma privatização, ao mesmo tempo em que Venizelos revisou hoje para baixo as metas do governo para este ano.

"Vamos ter um rendimento de 1,4 bilhão de euros (das privatizações) no fim das duas próximas semanas. Esse valor subirá para 1,7 bilhão de euros em outubro e vai alcançar no fim de dezembro cerca de 4 bilhões de euros", disse Venizelos. A Grécia tinha como objetivo atingir um rendimento de 5 bilhões de euros até o fim do ano. As informações são da Dow Jones.

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