Parcela do 13º injetou R$ 2,73 bi na economia

BRASÍLIA

Célia Froufe / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2010 | 00h00

O governo injetou R$ 2,735 bilhões na economia no mês passado ao adiantar a primeira parcela do 13.º salário a pensionistas e aposentados que recebem o mínimo e ao pagar a diferença retroativa a janeiro do reajuste de 7,72% concedido em junho, em relação ao aumento previsto inicialmente de 6,14%.

Apesar de positiva para quem recebe os recursos, a conjunção desses dois fatores levou o déficit da Previdência em agosto a um resultado mais do que duas vezes maior que o de julho, de R$ 2,563 bilhões para R$ 5,415 bilhões. O aumento foi de 111,2%.

O valor do mês passado divulgado ontem é idêntico ao de agosto de 2009, quando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também adiantou o 13.º. O governo arrecadará do setor privado o equivalente a esse pagamento apenas em dezembro. Por causa disso, o último mês de todos os anos historicamente apresenta superávit, única ocasião verificada a cada 12 meses.

O resultado negativo foi fruto de arrecadação de R$ 17,330 bilhões e de pagamentos de benefícios de R$ 22,746 bilhões. Nestes benefícios, R$ 1,853 bilhão refere-se ao adiantamento do 13.º salário e do reajuste ao setor urbano e de R$ 881,8 milhões da antecipação para a área rural. Sem esses itens e sem os passivos judiciais da Previdência, o déficit de agosto foi de R$ 2,381 bilhões.

Todos os dados já levam em conta a correção dos valores anteriores a agosto pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

A expectativa do ministro da Previdência, Carlos Gabas, é a de que as contas deste mês também apresentem algum impacto do pagamento do 13.º salário adiantado, ainda que não na mesma proporção. Isso ocorrerá por causa da data dos vencimentos dos beneficiários. Em outubro, a projeção é de normalização na contabilidade do INSS, mas, em novembro, quando aposentados e pensionistas recebem a segunda parcela do benefício, novo impacto deve ser verificado.

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