Parcela do compulsório será destinada ao microcrédito

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou hoje que uma das fontes para o financiamento do microcrédito serão os recursos dos depósitos compulsórios à vista ? parcela de recursos que os bancos são obrigados a recolher ao Banco Central. Serão destinados 2% dos recursos de depósitos à vista, o que equivale a R$ 1,5 bilhão. "O recurso será oriundo do percentual dos depósitos à vista, de forma idêntica ao que é feito na agricultura", disse Palocci. Depois de ressalvar que essa é apenas a idéia inicial e que esse percentual pode aumentar, oferecendo recursos crescentes para o microcrédito, Palocci salientou que o governo não está tratando de alterar a regra do depósito compulsório. "Não estamos fazendo política monetária", afirmou. O ministro disse ainda que, no caso de bancos que não queiram usar os recursos, esses poderão negociar seus recursos com os bancos que desejem trabalhar com a microfinança. O ministro informou ainda que o Conselho Monetário Nacional deverá tomar as decisões para regulamentar as medidas hoje anunciadas em julho. Ele explicou que a decisão dos bancos sobre a adoção do microcrédito vai depender de cada um dos bancos e, por isso, não é possível determinar uma data para o início da oferta do crédito especial para a população de baixa renda. "O ministério da Fazenda não pode determinar quando, só pode determinar que, se o dinheiro não for utilizado, deverá voltar para o Banco Central", afirmou. Ele explicou que as instituições financeiras poderão criar seus próprios critérios para concessão dos empréstimos no microcrédito. "A abertura da conta e o microcrédito são dois processos independentes", explicou Palocci. Quem quiser, segundo ele, poderá exigir garantias dos tomadores dos empréstimos.

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