Parceria com Brasil na área espacial é estratégica para China

O interesse da China em fabricar satélites com o Brasil pode ser apenas parte da estratégia daquele pais para montar uma ampla rede e, assim, garantir o monitoramento de todas as atividades desenvolvidas dentro do território chinês. A idéia seria a de observar questões como o nível de reservas de águas em várias regiões, a produção agrícola e suas florestas. Ontem, a Televisão Central da China, empresa controlada por Pequim, divulgou a informação de que o país estaria planejando lançar mais de cem satélites em 15 anos para montar esse controle espacial. Há poucos dias, Brasil e China aproveitaram a passagem do presidente Hu Jintao no País para definir a construção do terceiro satélite, de uma série de cinco aparelhos que serão produzidos em conjunto pelos dois governos. Além disso, decidiram fechar um acordo para vender as imagens produzidas para outros países. Em Pequim, os representantes do governo não negam que a China esta dando atenção especial ao desenvolvimento de tecnologias espaciais. O país foi o terceiro a colocar uma nave tripulada em órbita, feito obtidos ate então apenas pelos Estados Unidos e Rússia. O ultimo satélite chinês mandado ao espaço foi em agosto deste ano, com o objetivo de elaborar novos mapas detalhados sobre algumas regiões do país. Segundo a TV estatal chinesa, a ampla rede de satélites ainda teria a capacidade de dar ao governo informações sobre cidades e condições ambientais da China, cada vez mais preocupantes. Com uma população de 1,3 bilhão de pessoas espalhadas num vasto território, os chineses admitem que o sistema de monitoramento permitiria a obtenção de informações precisas sobre "várias atividades humanas".

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