DANIEL MANSUR STUDIO/CANOPUS
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Parceria dá novo visual à área no centro

Praça Júlio Prestes foi remodelada e passou a receber imóveis de interesse social

Cláudio Marques, Especial para O Estado, São Paulo

29 de agosto de 2019 | 11h23

A revitalização da região central de São Paulo está na base da primeira parceria público-privada de habitação do País, firmada entre a empresa Canopus e a Secretaria de Habitação do Estado de  São Paulo. Como parte desse acerto está a entrega, na área da antiga rodoviária da capital, do Complexo Júlio Prestes I, com 914 apartamentos enquadrados como habitação de interesse social (HIS). 

Parte do lote 1 da PPP, o complexo também abrange a criação de áreas verdes, a revitalização da Praça Júlio Prestes, a construção de um complexo comercial com 66 lojas, um supermercado de 900 m² e a futura Escola de Música Tom Jobim. “A parceria inaugurou novo padrão de qualidade na oferta de moradias de interesse social. Por isso, o projeto é Master Imobiliário 2019”, diz em suas considerações o júri do Master Imobiliário, que premiou a iniciativa na categoria Empreendimento.

No total, o complexo terá 1.202 apartamentos, sendo cinco torres com as 914 unidades de HIS já entregues, mais duas torres com outras 216 unidades HIS, além de 72 de habitações de mercado popular, perfazendo área total construída de 95.365 m². Imóveis de 1 dormitório têm área útil de 34 m²; nos de 2 dormitórios ela varia de 44 m² a 51 m² e de 3 dormitórios, 52 m². 

“As unidades possuem vários diferenciais construtivos como pisos, cerâmicas e metais de primeira linha, granito na bancada da cozinha, nas soleiras e nos peitoris das janelas, aquecedores instalados, portas de alta qualidade, entre outros, que revelam a qualidade superior de seus acabamentos, em relação à execução tradicional de unidades de habitação de interesse social”, afirma o diretor de Incorporação e PPP da Canopus, Hubert Eppenstein de Carvalho.

Ele considera a PPP uma solução de amplo espectro. “Não se limita à redução do déficit habitacional da cidade, mas também engloba soluções de inclusão social, de revitalização urbana e econômica da área central, de preservação do patrimônio, além da execução de obras institucionais e de infraestrutura.”

O chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Habitação, Cassiano Ávila, ressalta a importância da requalificação urbana. “Acabamos ocupando uma área subaproveitada, mas que tem boa infraestrutura, inclusive de transporte.” Ele diz que o resultado é visível e traz benefícios indiretos, como por exemplo, o menor tempo gasto em transporte por moradores que antes viviam em regiões mais afastadas e trabalham em áreas centrais. Para Ávila, parceria traz resultados mais rápidos e melhores do que um projeto apenas do poder público ou somente da iniciativa privada.

O contrato também prevê a construção de uma creche, além da reforma (já concluída) do 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros. E engloba a prestação de diversos serviços, como trabalho técnico social de pré e pós-ocupação, gestão da carteira de mutuários, gestão condominial e manutenção predial.

No caso da Praça Júlio Prestes, onde está a Sala São Paulo, houve reforma completa, de acordo com o diretor da Canopus. “O projeto, elaborado pelo escritório Biselli e Katchborian Arquitetos, concebeu uma área central para eventos culturais com capacidade para receber até 5 mil pessoas, além de espaços contemplativos por toda a praça. Foram preservadas todas as 73 árvores originais e plantadas mais 25 espécimes.”

Além do mais, a PPP contempla obras na Praça Cleveland e a construção dos residenciais Gusmões, São Caetano e Alameda Glete. Ávila reconhece que sempre acontecem desistências na ocupação dos imóveis por diversos motivos, como mudança de cidade ou até porque o contemplado não gostou do imóvel que lhe coube por sorteio, desiste e volta para a fila de sorteio. Segundo ele, não é possível saber quantas renúncias ocorreram por medo da segurança na região conhecida como Cracolândia.

Segundo a secretaria, o lote 1 envolve investimento de R$ 1,4 bilhão, sendo R$ 919 milhões privados e R$ 465 milhões do Estado.

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