Parceria entre Petrobras e PdVSA fica pela metade

Principal eixo da relação estratégica entre o Brasil e a Venezuela, a parceria entre a Petrobras e a Petróleos de Venezuela (PdVSA) se dará apenas pela metade. Hoje, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a seu colega venezuelano, Hugo Chávez, a Petrobras decidiu não participar, neste momento, do projeto de criação de uma companhia mista para atuar na exploração e produção de petróleo do bloco Carabobo 1, na faixa petrolífera do Rio Orinoco. A Petrobras manterá apenas sua parceria com a PdVSA para a formação de outra companhia mista, que tocará o projeto de construção e de operação da Refinaria Abreu de Lima, em Pernambuco.A criação das duas companhias fora prevista no primeiro encontro privado entre Chávez e Lula, em setembro passado, em Manaus. Hoje, em comunicado divulgado enquanto os presidentes discursavam, no Palácio de Miraflores, a Petrobras e a PdVSA informaram que a companhia brasileira manterá apenas uma "opção de participação" no projeto de Carabobo 1, "enquanto conclui os estudos técnicos e econômicos pertinentes". Nada assegura que o projeto será concluído.A assessoria de imprensa da Petrobras insistiu que o recuo não significa fracasso e informou que as negociações sobre o estatuto dessa companhia mista continuarão no início de 2008. No caso do empreendimento em Pernambuco, as duas petroleiras preservaram a decisão anterior - a Petrobras terá participação de 60% na refinaria, que terá capacidade de processar 200 mil barris diários, dos quais 100 mil de Carabobo 1, a partir de 2010.

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