PARCERIA PARA CRESCER PEQUENO NEGÓCIO AUMENTA A QUALIDADE DOS PRODUTOS E SERVIÇOS OFERECIDOS COM A COOPERAÇÃO DA GRANDE EMPRESA

A expressão encadeamento produtivo pode soar estranha para alguns micro e pequenos empresários, mas o conceito que ela representa esconde o segredo do sucesso de qualquer empreendimento. O assunto foi tema do Encadear, evento promovido pelo Sebrae na última semana, em São Paulo, para discutir as oportunidades que podem surgir de parcerias entre grandes e pequenos negócios.

O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2014 | 03h14

Na avaliação do presidente do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae, Roberto Simões, o encadeamento permite que as pequenas empresas invistam cada vez mais em inovação. "Consideramos o encadeamento uma importante estratégia que visa aumentar a competitividade pelo pressuposto de estabelecer laços cooperativos de longo prazo, que beneficiam simultaneamente as grandes e as pequenas empresas em uma mesma cadeia de valor", completou Simões.

O ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, falou sobre o projeto de universalização do Simples Nacional. Segundo Afif, para que o processo de encadeamento produtivo dê certo no País, as pequenas empresas devem crescer. No entanto, na opinião do próprio ministro, a falta de um processo para a empresa deixar o sistema simplificado de tributos a coloca em muito risco.

"Hoje já se sabe que quem sai do Simples cai no complexo, vai para o inferno. E para evitar isso, o jeitinho brasileiro criou o efeito caranguejo. A empresa, vislumbrando crescimento, vai se multiplicando. Enquanto tiver um parente ele vai colocando empresa no nome do parente e vai crescendo para o lado, igual caranguejo", disse.

O evento ainda apresentou discussões sobre oportunidades e desafios do encadeamento produtivo com a participação da secretária-geral da Rede Internacional para Pequenos Negócios (Insme), Christin Pfeiffer, e do diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos. Grandes empresas, como L'Oréal e Gerdau, compartilharam os resultados das parcerias que elas mantém com fornecedores e distribuidores.

Experiências. Os casos de sucesso relatados no evento também serviram de inspiração para o público. Uma das histórias contadas foi a da CPF Parafusos. Quando entrou no programa do Sebrae, o proprietário da empresa, Marcelo Yeiri Marinho, tinha apenas o objetivo de sobreviver. "Queríamos voltar a ser competitivos no Sergipe. Nós crescemos e hoje 80% das nossas vendas são para outros estados", afirmou. O negócio é especializado em fornecer fixadores metálicos e um de seus principais clientes é a multinacional brasileira Petrobrás.

O segundo dia de evento contou com participações internacionais, como a de Alexander Osterwalder, criador do Business Model Canvas. Para quem não a conhece, trata-se de uma ferramenta de gerenciamento estratégico que permite desenvolver e esboçar modelos de negócio novos ou existentes.

"Se puder dar um conselho, testem seus negócios. Esta é a mentalidade mais importante. Se você quiser criar empresas sem muito risco, isso serve tanto para negócios de pequeno como de grande porte", afirmou o especialista suíço. Osterwalder é um dos autores do livro de sucesso 'Inovação em Modelos de Negócios - Business Model Generation'. Confira nas próximas páginas os melhores trechos do encontro promovido pelo Sebrae.

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