Parceria privada atrairá fundos estrangeiros, afirma Mantega

Os bilionários fundos de pensão estrangeiros deverão participar das Parcerias Público-Privadas (PPPs) no Brasil, garantiu o ministro do Planejamento, Guido Mantega, que entregou hoje o projeto ao Congresso. Ele disse que vem sendo procurado por essas entidades interessadas nas possibilidades de negócios. Outra possível fonte de recursos são os países árabes, que retiraram US$ 300 bilhões dos Estados Unidos após os atentados de 11 de setembro e procuram um destino para seu dinheiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva "venderá" o projeto na visita ao Oriente Médio, no início de dezembro. Mantega também irá aos EUA explicar as PPPs. Outra fonte já assegurada para as PPPs são recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Banco Mundial (Bird). Esses recursos estão prometidos para compor parcialmente os fundos que serão criados para organizar os investidores. O BID e o BNDES deverão organizar fundos.Ele informou que já estão identificados projetos no valor de R$ 180 bilhões que poderão ser objetos de PPPs. A idéia é de que o setor público entre com 30%, em média, do valor dos projetos. Os demais 70% seriam recursos privados. A principal novidade do texto encaminhado hoje é a instituição de um fundo garantidor dos investimentos. Ele será formado por recursos orçamentários, bens móveis e imóveis e ativos não-financeiros.A expectativa, disse Mantega, é ter o texto votado no início de janeiro, caso o Congresso seja convocado extraordinariamente. Os primeiros contratos devem ser assinados ainda no primeiro semestre de 2004. "Esperamos assinar três ou quatro grandes projetos", disse.

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