Parcerias Público Privadas são uma tolice, critica Requião

O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), chamou hoje o projeto de Parcerias Público Privadas (PPPs) do governo federal de "tolice", pois trata-se de um modelo de investimento com seguro de lucro a partir de recursos públicos, sob o comando privado. "É uma maneira tola de driblar a falta de coragem do governo de dizer ao FMI que o País vai baixar os juros internos para estimular investimentos", afirmou.Requião colocou em dúvida inclusive o ponto do modelo que prevê que 30% dos investimentos venham do capital privado. Ele disse que nada garante que esse volume não será emprestado ao setor privado pelo próprio BNDES, o que significa que mesmo os recursos privados serão públicos. "Não acredito nessas mágicas. A PPP é, no mínimo, falta de coragem para enfrentar o FMI", reiterou.Porto de ParanaguáO governador negou que o Porto de Paranaguá tenha qualquer problema para escoar a soja. Segundo ele, as filas (de mais de 100 km) que se formam nos períodos de embarque de grãos são, na verdade, resultado de pressão dos empresários. O Porto de Paranaguá tem recursos em caixa, segundo ele, da ordem de R$ 250 milhões, e o Paraná está há dois anos brigando com o governo federal para conseguir fazer o Cais Oeste com esses recursos. "A fila é causada por pressão para que o porto seja privatizado", acrescentou.Ao criticar as PPPs, Requião usou como exemplo o programa realizado pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, quando prefeito de Ribeirão Preto (SP). Segundo ele, Palocci fez parceria com a empresa de águas da cidade, sob o compromisso de lucro garantido. No entanto, como a população não pôde bancar as altas tarifas, foi a própria prefeitura que bancou o lucro das empresas. "É garantia de lucro com recursos públicos", finalizou.

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