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Parecer de Maluf faz ressalva à entrada da Venezuela no Mercosul

A demorada votação no Congresso sobrea adesão da Venezuela ao Mercosul terá um novo capítulo naterça-feira, quando uma comissão da Câmara irá examinar aproposta. O exame do ingresso da Venezuela no bloco se arrasta desdemarço e poderá sofrer novo revés na Comissão de Constituição eJustiça da Câmara se seus membros acompanharem o parecer dorelator, deputado Paulo Maluf (PP-SP)."Não podemos impedir que a Venezuela ingresse no Mercosul, mashá restrições sobre seu presidente, Hugo Chávez", disse Malufna segunda-feira a Reuters, adiantando que seu parecer indicaráque o presidente do país petroleiro "é um candidato a ditador".Maluf indicou que a reeleição presidencial sem limites, queChávez impulsiona dentro de uma reforma constitucional, sechoca com a cláusula democrática do Mercosul, vigente desde1998, e que estabelece que a plena vigência do estado dedireito é condição essencial para pertencer ao bloco. "A comissão analisará juridicamente se a reeleiçãocontinuada não mascara uma ditadura", disse Maluf. Mesmo que a Comissão de Constituição e Justiça reprove aproposta venezuelana, o plenário da Câmara ainda irá votá-la.Depois, a questão segue para o Senado, onde se espera uma duraoposição de parlamentares que mantiveram polêmicas com Chávez. Os presidentes da Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai,membros do Mercosul, aprovaram em julho de 2006 o ingresso daVenezuela na união aduaneira, mas nem o Congresso brasileiro,nem o paraguaio aprovaram a adesão até agora.Chávez se queixou reiteradamente das demoras no processolegislativo brasileiro e acusou os senadores de representarinteresses dos Estados Unidos por pedirem que revisasse adecisão de não renovar a licença de transmissão de um canal deTV crítico de seu governo.

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