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Parlamentares e ministros vão a coquetel sob protestos

Manifestantes gritavam palavras de ordem contra a PEC na frente da residência de Maia; entre os convidados estava o ministro da Fazenda Henrique Meirelles

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2016 | 00h26

BRASÍLIA - Servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público fizeram um protesto contra a PEC do Teto na noite desta segunda-feira em frente à residência oficial da Presidência da Câmara, onde o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ofereceu um coquetel a parlamentares da base, com a presença do presidente Michel Temer.

O grande fluxo de veículos obrigou muitos deputados, e até ministros, a descerem dos carros e seguirem a pé para a residência de Maia. Entre eles, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que caminhou cerca de 300 metros até a entrada da residência.

No trajeto, as autoridades foram alvo de protestos. Cerca de 20 manifestantes próximos à entrada da residência gritavam palavras de ordem como “Não é mole, não. Vendendo o voto por um prato de feijão” e “Marmiteiro” a cada parlamentar que passava a pé ou de carro.

Queixas. Na saída, alguns parlamentares reclamaram do cardápio servido e da falta de bebida alcoólica. Segundo deputados, Maia serviu caldo verde e de abóbora, sanduíches, sucos e refrigerantes. Também reclamaram do horário do coquetel, que começou após as 22 horas.

De acordo com os primeiros deputados que deixaram o local, não havia previsão de discurso de Temer, nem houve apresentações sobre a PEC. O presidente e seus ministros circularam entre os parlamentares presentes. Compareceram ao coquetel, além de Meirelles, os ministros, Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), Eliseu Padilha (Casa Civil), Ricardo Barros (Saúde), Mendonça Filho (Educação) e Osmar Terra (Desenvolvimento Social).

Geddel disse ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, que o governo está preparado para o segundo turno da PEC do Teto dos Gastos, prevista para acontecer nesta terça-feira na Câmara. Após o coquetel, o ministro afirmou que a base aliada “está alinhada” e que quer os “308 votos”, em referência ao número que o projeto precisa para ser aprovado. Ele disse que o presidente não discursou durante o encontro e que não houve “beija-mão”. “Foram conversas”, resumiu. / COLABOROU CARLA ARAÚJO

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