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Parlamentares pedem a convocação de Denise Abreu no Senado

Ex-diretora da Anac acusou a ministra Dilma de pressioná-la para aprovar a venda da Varig a fundo americano

Cida Fontes, de O Estado de S. Paulo,

05 de junho de 2008 | 10h36

Governo e oposição apresentaram nesta quinta-feira, 5, na Comissão de Infra-estrutura do Senado, requerimento pedindo o comparecimento da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu. Ela deverá prestar esclarecimentos sobre a acusação que fez em entrevista ao Estado, de que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, teria tentado influenciar no processo de compra e venda da Varig e da Variglog ao grupo formado pelo fundo americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros.   Veja também: Ex-diretores confirmam pressão sobre a Anac Agência considera ilegal controle de estrangeiros Ministério deve investigar denúncias sobre Varig, diz Solange Dilma chama de 'falsas' as denúncias sobre a compra da Varig Documentos provam acusações sobre Varig, diz Denise Abreu Leia a entrevista de Denise Abreu sobre o caso Denúncia sobre compra da Varig é grave, diz Montoro Filho   O DEM e o PSDB querem, primeiro, a presença de Denise, antes de pedir o comparecimento de outros envolvidos na denúncia. Os governistas, porém, tentam focar a denúncia em outras pessoas, para evitar que a ministra Dilma volte à berlinda. O presidente da Comissão de Infra-Estrutura, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), confirmou que colocará o requerimento em votação ainda nesta quinta.   No requerimento assinado pela líder do bloco governista, senadora Ideli Salvatti (PT-SC) e pelo líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), além de Denise Abreu, a base aliada quer que sejam convidados, também, o ex-presidente da Anac, Milton Zuanazzi; o ex-procurador-geral da Anac, João Ilídio de Lima Filho; e o juiz da Primeira Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Luiz Roberto Ayub, que conduziu o processo de falência da Varig.   O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) afirmou que o assunto pode ser motivo para criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI). "É mais um escândalo que tem todos os ingredientes para se tornar uma investigação grandiosa, que pode explodir dentro do Palácio do Planalto", disse. Acrescentou que, se as denúncias de Denise Abreu forem confirmadas, a ministra Dilma também terá de comparecer ao Senado para dar explicações.   "A situação será muito mais delicada do que no caso do dossiê", avaliou Torres, numa referência ao fato de ser atribuída a Dilma Rousseff e à Casa Civil a autoria de um dossiê sobre gastos com cartões corporativos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, Ruth Cardoso.   O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou, no entanto, que a bancada do governo estará atento para evitar que a oposição convoque também a ministra Dilma Roussef em alguma comissão para falar sobre o assunto. "Não há motivo para convocar a ministra Dilma. Se isso acontecer, é uma iniciativa meramente política e a base aliada responderá à altura", avisou Jucá.

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