Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Parlamentares querem antecipar o envio da reforma dos militares

Bolsonaro, porém, disse, nas redes sociais, que ainda não recebeu o projeto; temor é que sua aprovação só ocorra após retorno

Mariana Haubert, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2019 | 04h00

BRASÍLIA - O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), afirmou no domingo que a equipe econômica do governo pode antecipar em um dia o envio ao Congresso do projeto de lei que reformula a aposentadoria dos militares. O prazo com o qual o governo trabalha até agora é a quarta-feira.

“A antecipação atenderia a uma reivindicação dos líderes partidários ", disse Waldir ao Estadão/Broadcast. Segundo ele, no entanto, a equipe econômica não garantiu que poderá atender ao pedido de antecipação.

Uma mensagem postada pelo presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais domingo, no entanto, deve frustrar as expectativas. “Informo que ainda não me foi apresentado a versão do projeto de lei que trata da previdência dos militares. Possíveis benefícios, ou sacrifícios, serão divididos entre todos, sem distinção de postos ou graduações”, escreveu Bolsonaro.

Na avaliação de parlamentares envolvidos nas discussões da reforma da Previdência, a postagem indicou que o presidente deve chancelar o texto apenas quando voltar dos Estados Unidos. A previsão é que ele desembarque em Brasília na quarta de manhã. 

Parlamentares pediram a antecipação do envio da proposta dos militares para que pudesse já ser discutida na primeira reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), marcada para amanhã.

Negociações

Eleito para presidir a CCJ, o deputado Felipe Francischini (PSL-PR) passou o fim de semana em conversas com líderes partidários, inclusive da oposição, para definir um relator para a reforma da Previdência.

A intenção do deputado é construir uma indicação com a menor resistência possível para facilitar a aprovação da matéria. Porém, a oposição já deu sinais de que vai tentar prolongar a discussão sobre o tema.

Francischini quer indicar o relator somente quando o texto dos militares chegar à Câmara. A intenção é fazer as duas propostas tramitarem em conjunto. O deputado fez uma lista de nomes que podem assumir a proposta.

De acordo Waldir, o indicado não será do partido. “Pedi para o Felipe não escolher alguém do PSL porque acho importante dar protagonismo para outro parlamentar que possa compor a base aliada”, disse.

No sábado, integrantes da equipe econômica se reuniram com membros das Forças Armadas para afinar o projeto. Segundo o Secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, algumas ponderações feitas pelos militares ainda estão sob análise.

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