Parlamento de Portugal aprova plano de austeridade para 2013

Plano inclui fortes elevações de impostos; em reação à aprovação do plano, um protesto foi marcado para hoje diante do Parlamento em Lisboa  

Sergio Caldas, da Agência Estado,

31 Outubro 2012 | 14h28

LISBOA - Os parlamentares portugueses aprovaram nesta quarta-feira, 31, um impopular plano de austeridade para 2013, que inclui fortes elevações de impostos, evitando uma crise política que poderia comprometer a concessão de ajuda para o país, obrigado a implementar duras medidas como parte de um programa de ajuda, de 78 bilhões de euros, aprovado no ano passado.

Em reação à aprovação do plano, um protesto foi marcado para hoje diante do Parlamento em Lisboa.

Portugal caminha para um terceiro ano de recessão em 2013 e economistas preveem que a alta de impostos vai agravar ainda mais a situação do país.

Embora os parlamentares da coalizão tenham criticado as medidas fiscais abertamente, os dois partidos governistas votaram a favor do orçamento, que inclui 4,3 bilhões de euros (US$ 5,6 bilhões) em aumentos de impostos sobre a renda, ganhos de capital, propriedades e veículos, além de 1 bilhão de euros em cortes de gastos.

"Diante da emergência enfrentada pelo país, não podemos ter uma crise política", disse o ministro das Relações Exteriores, Paulo Portas.

Porta e o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho tiveram divergências recentes sobre uma proposta do premiê para reduzir os custos trabalhistas das empresas, pela qual a contribuição de trabalhadores para o sistema previdenciário sofreria uma forte elevação. A proposta, que acabou sendo abandonada, deflagrou a terceira maior manifestação popular do país em décadas e gerou fortes críticas.

O Parlamento português vai dar início agora a discussões detalhadas sobre o orçamento, que ainda pode ser alterado até a votação final, prevista para o fim de novembro. As informações são da Dow Jones.

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