Parlamento Europeu aprova lei de supervisão bancária única

Decisão permite que o BCE se torne um novo supervisor bancário a partir de 2014

Reuters e Sergio Caldas, da Agência Estado,

12 de setembro de 2013 | 13h57

ESTRASBURGO - Parlamentares da União Europeia garantiram novos poderes para o Banco Central Europeu supervisionar até 6 mil bancos da zona do euro, no primeiro passo para a formação de uma união bancária no bloco.

Os parlamentares decidiram permitir que o BCE se torne um novo supervisor bancário a partir de 2014, quase um ano depois de os governos da União Europeia terem apoiado o plano.

O objetivo de criar um único conjunto de normas e referência para os bancos da zona do euro, com mecanismos para fechar instituições quebradas e proteger depósitos de poupadores, é um dos projetos mais ambiciosos e desafiadores da UE.

Depois de mais de três anos de turbulências nos mercados financeiros e pacotes de resgate concedidos a Grécia, Irlanda, Portugal e Chipre, definir um sistema bancário mais unificado na zona do euro é considerado crítico para a defesa contra futuras crises.

Mas há preocupações. A Alemanha, maior economia da Europa, tem tentado limitar o escopo da supervisão do BCE e também os planos sobre uma autoridade independente e financiamento para bancos que entrarem em colapso, preocupada com a possibilidade de acabar tendo de pagar a conta.

O BCE será supervisor único do sistema no segundo semestre de 2014. O presidente da autoridade monetária, Mario Draghi, quer ver o próximo passo, poderes para fechar bancos falidos, em vigor até lá também. O assunto será discutido na sexta-feira por ministros de Finanças da UE.

Recuperação fraca, política igual. O presidente do BCE, Mario Draghi, também informou que planeja manter a política monetária atual enquanto a recuperação econômica da zona do euro permanecer muito fraca.

Falando durante coletiva de imprensa em Riga, capital da Letônia, Draghi disse que a inflação vai ficar "na ponta mais baixa da meta" de inflação do BCE, que é abaixo de 2%, neste e no próximo ano. Ele indicou ainda que as projeções de inflação serão a principal métrica para avaliar as diretrizes do BCE de agora em diante.

"A recuperação ainda é muito, muito verde. Ainda não expressei nenhum entusiasmo pelos dados positivos que vimos no passado recente. Então, vamos manter a postura atual", disse Draghi, lembrando ainda que o crédito não anda mostrando o mesmo progresso.

Diante da recuperação frágil, Draghi voltou a sugerir que a alta nas taxas de curto prazo do mercado monetário "são injustificáveis". Segundo ele, os investidores estão observando muito a recuperação econômica, em vez da inflação, ao determinar a trajetória futura das taxas de juros. Draghi também comentou que a política de diretrizes do BCE é muito eficiente para controlar a volatilidade.

Fonte: Market News International 

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