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Parlamento grego aprova orçamento para 2011

O governo socialista da Grécia conseguiu aprovação para o importante orçamento de 2011 em uma votação final no parlamento no começo da madrugada (horário local), apesar de críticas da própria base governista e de protestos populares nas duas últimas semanas. A aprovação do orçamento era uma precondição para o país poder sacar mais parcelas dos fundos de ajuda oferecidos pelos credores internacionais como forma de evitar o não pagamento das dívidas.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

23 de dezembro de 2010 | 08h12

Em uma sessão final acalorada, depois de cinco dias de debates parlamentares, o partido governista Pasok usou sua maioria de 156 cadeiras, de um total de 300, para aprovar o controverso orçamento. No entanto, o governo foi criticado não apenas pela oposição, mas também por seus próprios deputados, que muitas vezes descreveram o orçamento como "não confiável", "não socialista" e "injusto".

Para alívio do Pasok, a possibilidade de alguns deputados socialistas se absterem na votação ou votarem contra o orçamento não aconteceu. Na semana passada, um deputado se recusou a seguir a linha de votação do partido e acabou sendo expulso, o que reduziu a maioria parlamentar do governo.

O orçamento grego para 2011 inclui novas medidas de austeridade e tem como objetivo cortar o déficit para 7,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no próximo ano, de estimados 9,4% neste ano. Entre as medidas estão cortes no ineficiente setor de saúde da Grécia, profundos cortes nos custos com salários em empresas estatais, mais aumentos nos impostos sobre valor agregado e menores gastos com defesa.

A imposição das medidas foi exigida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela União Europeia, em troca da ajuda de 110 bilhões de euros oferecida em maio para evitar um default no país. Ontem, antes da votação, dois grandes sindicatos gregos organizaram protestos em frente ao parlamento, atraindo centenas de manifestantes contrários ao orçamento. A greve de 24 horas realizada ontem não resultou em violência, mas junto com os protestos provocou caos no transporte público da capital Atenas.

O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, pediu que os partidos políticos e a sociedade como um todo contribuam com esforços para restaurar a autonomia grega e acabar com sua dependência dos credores externos até 2012. "Eu vou mudar a Grécia e nós não vamos declarar default. As medidas mais dolorosas já ficaram para trás", disse Papandreou minutos antes da votação final no parlamento. As informações são da Dow Jones.

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