Parmalat Alimentos alcança recorde de faturamento durante crise

A Parmalat Alimentos obteve faturamento de R$ 39 milhões em maio, um recorde dentro do período de crise (sem considerar o resultado da Batávia), informou hoje seu presidente, Nelson Bastos, que realiza a gestão interina da companhia. Antes da crise, a companhia faturava cerca de R$ 130 milhões por mês.Bastos considera "equacionável" o endividamento em torno de R$ 500 milhões da empresa, uma situação melhor que a da holding Parmalat Participações, que acumula dívidas em torno de R$ 1 bilhão, conforme o executivo. "A Parmalat nunca conseguiu ganhar dinheiro no Brasil", disse ele, sobre a situação anterior à crise, ao prever geração de caixa positiva da operação a partir do mês de setembro.ProcessoA Parmalat irá entregar à 29ª Vara da Justiça estadual de São Paulo os documentos referentes ao pedido de concordata da empresa no Brasil no dia 2 de julho, informou Bastos. A data foi fixada pelo juiz. Depois dessa etapa, a empresa espera a análise do pedido de concordata pela Justiça o mais rápido possível. A data-base do balanço a ser entregue à Justiça será janeiro, quando ingressou o pedido de concordata.Sobre o interesse de concorrentes na aquisição de unidades da Parmalat, Bastos disse que uma negociação durante a crise não serve aos empregados, fornecedores e credores, pois implicaria em desvalorização dos ativos. "Só vamos analisar se aparecer alguém capaz de fazer mais resultado que nós", avaliou.A Parmalat tinha mais de 4 mil funcionários antes da crise e agora conta com 3.250. No ano passado, captava, em média, 2,3 milhões de litros de leite por dia. Em junho, deve chegar a 800 mil litros diários, um volume que deve dobrar até o final do ano, segundo o plano da Parmalat.

Agencia Estado,

07 de junho de 2004 | 12h00

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