Parmalat Brasil será empresa totalmente nacional

O presidente da Parmalat do Brasil, Nélson Bastos, disse hoje que a empresa deve se tornar uma companhia totalmente nacional, sem vínculo com o controlador italiano. A nova gestão da Parmalat, que assumiu em abril deste ano, está renegociando a dívida da empresa e a idéia é que os credores assumam a companhia, que passará a deter apenas o licenciamento da marca Parmalat. Bastos assinou com o governo do Estado do Rio um Termo de Ajustamento de Conduta segundo o qual a Parmalat reassume a gestão da fábrica de leite Glória, localizada em Itaperuna, Noroeste do Estado do Rio. A unidade desde fevereiro vinha sendo gerida por um comitê interventor indicado pela Justiça local. O presidente da Parmalat disse que agora os produtos Glória voltarão a ser distribuídos por todo o País. "Trabalhamos para recuperar nossa posição de liderança no mercado nacional", afirmou o executivo. Segundo ele, o faturamento da Parmalat atingiu R$ 60 milhões em julho contra os R$ 29 milhões registrados em abril. Todas as unidades da empresa no Brasil já foram reabertas. Em Itaperuna, os interventores conseguiram quitar integralmente as dívidas de R$ 9 milhões com os produtores de leite locais e fornecedores de insumos.Apoio do BNDES e Banco do BrasilO executivo acredita que a nova empresa resultante deste processo, de capital totalmente nacional, será criada em um prazo menor do que um ano. A operação depende, porém, do processo de concordata da companhia, em curso na Justiça de São Paulo. Segundo Bastos, a empresa pretende também voltar a contar com o apoio do BNDES e do Banco do Brasil, suspenso depois da concordata.Sobre uma possível venda da empresa a outro investidor no futuro, Bastos disse que é possível, mas acha difícil porque todos os grandes agentes já têm posição no Brasil e uma aquisição enfrentaria problemas na área de defesa da concorrência.

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