Parmalat pode ser reestruturada, diz seu presidente

O presidente da Parmalat do Brasil, Ricardo Gonçalves, afirmou hoje, em depoimento à Comissão Especial da Câmara, que discute a crise na empresa, que a Parmalat é viável e que está vivendo no momento o constrangimento de ter os seus fundos retidos pelos bancos e não poder fazer o pagamento aos seus credores. Gonçalves disse que a empresa tem condições de ser reestruturada e de continuar as suas atividades, inclusive para que possa ser entregue a algum interessado. O presidente da Parmalat também disse aos parlamentares que até agora a empresa não buscou a ajuda do Estado. Ele destacou que está lutando por uma medida provisória que permita que a empresa, a partir dos seus próprios ativos, possa financiar a produção. Além do presidente da empresa, a comissão especial também ouviu os depoimentos de Alpoin da Silva Botelho, representante do Comitê de Ficalização nomeado pela Justiça e de Carlos Montero, ex-diretor financeiro da empresa. O contador Ivan Zorzo foi dispensado pelos parlamentares de dar o seu depoimento, mas permanece na mesa para auxiliar nas respostas. Alpoin da Silva Botelho disse para os parlamentares que até o momento o comitê nomeado pelo juiz não apurou nada ainda na empresa. Por isso, segundo ele, não são verdadeiras as notícias sobre rombo financeiro. "O comitê até hoje não deu nenhuma informação sobre os números da Parmalat", disse.

Agencia Estado,

05 de fevereiro de 2004 | 12h01

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