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Parmalat poderá ter de comprar 18,18% da filial no Brasil

A Parmalat Finanziaria SpA, gigante italiana do segmento de laticínios, informou que, no curto prazo, será obrigada a comprar uma participação de 18,18% de sua subsidiária brasileira Parmalat Empreendimentos e Administração Ltda que estão em mãos de investidores institucionais norte-americanos se a planejada listagem das ações da companhia não ocorrer até o fim de 2003. A aquisição vai exigir um investimento de aproximadamente US$ 400 milhões, segundo informações incluídas no balanço divulgado hoje pela empresa na Itália. "Em vista da fraqueza dos mercados financeiros, nós atualmente acreditamos que é improvável que a listagem da Parmalat Empreendimentos e Administração Ltda aconteça no prazo acertado", informou a empresa. A menos que a companhia consiga renegociar as condições acertadas com investidores institucionais norte-americanos, a Parmalat disse que terá de comprar a participação de minoritários na companhia brasileira. Ao divulgar seu balanço do primeiro semestre esta manhã, a Parmalat Finanziaria SpA informou que apresentou lucro pré-impostos de 120 milhões de euros, uma queda de 37,2% em relação aos 191 milhões de euros (US$ 213 milhões) de igual período do ano passado. Os lucros antes dos juros e dos impostos (Ebit) cairam 9,1% para 270 milhões de euros (US$ 301,6 milhões). A empresa informou que o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) caiu 12,1% para 413 milhões de euros (US$ 461,3 milhões). Três analistas ouvidos pela agência Dow Jones previam Ebit de 270 milhões de euros, com queda de 8,3%, enquanto projetavam queda de 9,2% para o Ebitda no primeiro semestre para 425 milhões de euros. A receita do grupo caiu 11,2% para 3,43 bilhões de euros (US$ 3,83 bilhões), de 3,86 bilhões de euros no primeiro semestre do ano passado. A Parmalat informou ainda que sua dívida líquida caiu para 1,81 bilhão de euros (US$ 2,02 bilhões) em 30 de junho, de 1,86 bilhão de euros no fim de 2002. A dívida em debêntures e créditos bancários declinou para 5,34 bilhões de euros (US$ 5,96 bilhões), de 5,44 bilhões de euros. A Parmalat, que gerou 61,5% de seus negócios no primeiro semestre fora da Europa, informou que a depreciação das moedas em que opera teve forte influencia sobre os resultados operacionais. O resultado da empresa também foi afetado por encargos extraordinários de reestruturação de 69 milhões de euros, ante encargos de 13 milhões de euros no mesmo período do ano passado. Apesar do efeito do câmbio e da recessão em mercados-chave, a margem Ebitda da Parmalat foi de 12,1% das vendas, enquanto a margem Ebit ficou em 7,9%. A margem Ebitda em 2002 foi de 12,3%.

Agencia Estado,

11 de setembro de 2003 | 11h49

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