Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Manifestações contra terceirização e ajuste fiscal atingem todo o País, diz sindicato

De acordo com a CUT, protestos antecedem uma possível greve geral caso mudanças trabalhistas em discussão não sejam alteradas

Patrícia de Oliveira, Rodolfo Mondoni, Especiais para O Estado de S. Paulo

29 Maio 2015 | 18h06

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) promoveu nesta sexta-feira, 29, o Dia Nacional da Paralisação contra a projeto de lei da terceirização, as Medidas Provisórias 664 e 665, e o ajuste fiscal.

As manifestações atingiram todos os Estados do País, segundo a central sindical, e antecedem uma possível greve geral caso não consigam reverter as mudanças trabalhistas em discussão.

Os Estados mais envolvidos foram São Paulo, Porto Alegre, Ceará, Salvador e Pernambuco. Na capital paulista, ruas e avenidas foram interditadas em várias regiões como Avenida Paulista, Sé, Ponte das Bandeiras, Santo Amaro e Largo do Socorro.

Na capital paulista, funcionários e estudantes da Universidade de São Paulo (USP) reivindicaram melhorias salariais, em ato do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). Manifestantes que estavam em  frente ao portão principal da universidade tentaram bloquear a Rodovia Raposo Tavares e foram reprimidos pela Polícia Militar, que atirou bombas de efeito moral e balas de borracha. Durante o confronto, um policial militar usou spray de pimenta e deu um soco no rosto de uma estudante de Letras da universidade. Cinco pessoas ficaram feridas e um aluno de Ciências Sociais foi detido. 

No ABC, 55 mil pessoas participaram das manifestações. Deste número, 20 mil metalúrgicos  e funcionários das indústrias locais. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, 14 mil trabalhadores participaram de protestos nesta manhã. A assessoria do sindicato informou que houve paralisação de 24 horas na General Motors, Avibras, TI Automotive, MWL e Blue Tech. Além disso, houve atraso de três horas na entrada do primeiro turno da Embraer.

Em Recife (PE), 11 dirigentes sindicais foram detidos em manifestação no Porto de Suape, na região metropolitana da cidade. Além do complexo portuário, as paralisações atingiram os ônibus e metrôs da capital pernambucana. Entre os detidos estão José Cavalcante, diretor da CUT e secretário de Finanças do Sindicato dos Metalúrgicos de Recife. A central sindical divulgou nota contra a ação policial considerada violenta. “Essa prática nefasta aconteceu durante a ditadura militar, onde trabalhadores e estudantes eram espancados covardemente em manifestações. Aqui em Pernambuco está se tornando uma rotina”, disse o presidente da CUT-PE, Carlos Veras. 

Houve ainda paralisações no transporte público em diversas capitais, como Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS).

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