Parte da política industrial vai como MP, diz Lula

Presidente afirma que medida será utilizada para que política anunciada entre em vigor rapidamente

Carolina Ruhman e Rodrigo Petry, da Agência Estado,

12 de maio de 2008 | 13h32

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que vai enviar ao Congresso, sob a forma de Medida Provisória, algumas partes da nova política industrial anunciada nesta segunda-feira, 12. A intenção do governo é acelerar o processo de aprovação do programa. "Porque, senão, elas (as medidas) não entrarão vigor rapidamente e nós poderemos ter um retrocesso, um atraso na Política de Desenvolvimento Produtivo que estamos fazendo aqui", disse, pedindo compreensão e rapidez aos senadores e deputados.   Veja também: 'Atravessamos o deserto da estagnação', diz Lula Política industrial terá quatro metas para os próximos 2 anos Política industrial traz renúncia fiscal de R$ 21,4 bilhões Precisamos investir mais e melhor, diz Miguel Jorge Aumento da exportação não é fácil, mas factível, diz Coutinho Críticas à política industrial são naturais, diz Bernardo Nova política é enorme e fantástica, diz Gabrielli   "Este não é um programa do governo do presidente Lula, ou um programa para demorar três anos", afirmou o presidente. Segundo ele, o projeto tem uma meta para 30 anos. "É um programa para muitos anos e, portanto, é um programa que tem que ter seqüência, ter continuidade", declarou, dirigindo-se aos governadores presentes à solenidade de lançamento do projeto.   O presidente afirmou que a política industrial é um desafio de grandeza incomensurável. "São investimentos de uma magnitude que minha cabeça nem consegue guardar os números", afirmou. "O investimento produtivo em novas fábricas, em inovação tecnológica e na criação de novos produtos são necessários para garantir o sucesso de qualquer empresa ou país."   Lula salientou que o mundo está "ávido pelos principais itens de nossas exportações". Ele ressaltou ainda que a política econômica é firme e aponta para metas sustentáveis e destacou que as empresas vivem um cenário propício para a expansão do emprego, ascensão da lucratividade, ganho de produtividade e endividamento limitado.   O presidente afirmou ainda que o País "voltou a confiar em si mesmo". "Nenhuma nação conseguiu se desenvolver sem acreditar nas próprias forças", disse, acrescentando que é a "hora de reforçar as bases de nosso futuro".   Ele citou o "constrangimento" de anunciar um programa de desenvolvimento e dar a palavra ao presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, destacando o porte da estatal. Bem humorado, Lula brincou que "é de tal envergadura" a capacidade de investimentos da estatal, "que eu penso que vai ter um momento na história do Brasil que se a Petrobras continuar assim, vai ter que ter eleição direta para o presidente da Petrobras e ele indica o presidente da República".  

Tudo o que sabemos sobre:
Política IndustrialLula

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.