Divulgação/Marinha
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Parte da tripulação de plataforma que explodiu no Espírito Santo volta para casa

Os 28 trabalhadores receberam acompanhamento médico e psicológico em hotel; quatro pessoas continuam desaparecidas

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

16 Fevereiro 2015 | 09h52

RIO - A empresa BW Offshore informou na manhã desta segunda-feira, 16, que 28 integrantes da tripulação do FPSO Cidade de São Mateus deixaram um hotel em Vitória, onde recebiam acompanhamento médico e psicológico, e foram para suas casas. Ainda de acordo com a BW, cinco feridos permanecem internadas no hospital Vitória Apart, em Serra, e no Hospital Metropolitano de Serra. Na última quarta-feira, uma explosão com o navio-plataforma, que fica na Bacia do Espírito Santo, deixou cinco mortos, 26 feridos, dos quais 21 já deixaram os hospitais. Quatro trabalhadores seguem desaparecidos.


De acordo com um boletim médico divulgado ontem pela assessoria de imprensa do Vitória Apart, dois dos quatro internados no local recebiam cuidados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas tinham quadro estável. Os outros dois estavam nos quartos e realizavam exames para cirurgias sem complexidade. Já o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES) informou no domingo que a quinta vítima internada, no Hospital Metropolitano, tinha o quadro de saúde estável.



A BW afirmou ainda, em nota, que as buscas pelos quatro desparecidos prossegue nesta segunda-feira. "O objetivo principal da BW Offshore neste momento é encontrar as quatro pessoas desaparecidas e as atividades atualmente em andamento são essenciais para a continuidade das buscas", diz o texto, divulgado nesta manhã.


A empresa divulgou ainda que não há previsão para finalizar o processo de instalação de tampas nas caixas de mar da embarcação   após a explosão, a água contida em uma caixa interna que teve as paredes rompidas vazou e invadiu o centro e a parte da frente do navio, provocando inclinação. Na nota, a BW diz que "O FPSO Cidade de São Mateus está estável e sem entrada de água do mar" e que "o casco do navio permanece íntegro".


Neste sábado, o Sindipetro-ES informou que a água ocupava de cerca de 2 metros de altura na casa de bomba do navio, onde estariam os desaparecidos. A coordenadora-suplente do sindicato, Mirta Rosa de Souza Chieppe, admitiu na ocasião que a chance de ainda haver sobreviventes é remota. "Pela nossa experiência, a gente não trabalha com essa hipótese, é muito improvável", disse a sindicalista.

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