Parte dos recursos da política industrial era prevista

O Política de Desenvolvimento Produtivo contou com anúncios de recursos de pelo menos R$ 348,65 bilhões, mas a maior parte já existiria independentemente da nova política. Esse recursos correspondem a R$ 210 bilhões do BNDES para financiar indústria e serviço até 2010; R$ 21,4 bilhões de renúncia fiscal até 2011; R$ 40 bilhões do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (Pacti), dos quais R$ 6 bilhões já contados no valor do BNDES; e no mínimo US$ 50 bilhões em compras da Petrobras até 2012, que pelo câmbio do fechamento de hoje no balcão, de R$ 1,665, correspondem a R$ 83,25 bilhões.O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que se somar o volume de recursos para infra-estrutura, que está fora da Política anunciada hoje, o banco vai financiar mais de R$ 320 bilhões até 2010. De acordo com Coutinho, a Política de Desenvolvimento Produtivo conta também com R$ 40 bilhões do Pacti, lançado em novembro passado. Somando os recursos do Pacti aos do BNDES para indústria e serviços e descontando os R$ 6 bilhões do BNDES no PCATI, a nova política teria R$ 244 bilhões, segundo Coutinho.O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, declarou que estava feliz com a ênfase da Política de Desenvolvimento Produtivo em Inovação e não soube precisar quanto dos R$ 40 bilhões da Pacti já foram desembolsados. "O Ministério tem R$ 20 bilhões e os outros R$ 20 bilhões são divididos por outros ministérios, BNDES, Petrobras...", afirmou.O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli citou que a companhia vai comprar no Brasil até 2012 "no mínimo US$ 50 bilhões". Depois, em entrevista, Gabrielli confirmou que o valor que citou já estava previsto no Plano de Investimentos da empresa para o período.O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, disse que não tem como prever o impacto final sobre as exportações, mas acredita em resultados efetivos até o final deste ano. "Esse saco de bondade está mais na mão dos exportadores do que do governo. O setor é que terá de reagir às medidas. A partir de agora, os exportadores vão analisar e passar a trabalhar com o novo cenário", observou. Ele admite que é difícil prever, a priori, o tamanho do impacto sobre as exportações.

ADRIANA CHIARINI, KELLY LIMA E MÔNICA CIARELLI, Agencia Estado

12 de maio de 2008 | 18h46

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