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Participação da Vale e da MMX está ameaçada

A primeira participação de mineradoras brasileiras em uma rodada de licitação da Agência Nacional de Petróleo (ANP) não deve sair do papel. Com a decisão do governo de retirar 41 blocos da 9ª rodada, a Companhia Vale do Rio Doce e a OGX (empresa do grupo MMX, do empresário Eike Batista) estão a um passo de sair da disputa.Segundo fontes, os blocos retirados eram exatamente os que mais interessavam às duas empresas, devido ao seu elevado potencial de descoberta de gás. A Vale, de acordo com fontes, foi pega de surpresa pela notícia, quando já estaria fechando parceria com a Petrobrás para entrar na disputa por algumas áreas. "Agora é uma questão de fazer as contas para ver se ainda vale a pena", afirmou uma pessoa ligada à negociação. Os 41 blocos retirados pelo governo estão localizados em toda a extensão da camada de sal entre as bacias de Santos, de Campos e do Espírito Santo, em um total de 800 km.Tanto a Vale quanto a OGX tinham interesse em garantir no leilão fornecimento de gás para alimentar suas térmicas e, com isso, não enfrentar problemas na hora de desenvolver seus investimentos. Sozinha, a gigante Vale do Rio Doce responde por 4% do consumo nacional de energia.No fim de maio, o presidente da mineradora, Roger Agnelli, chegou a causar desconforto no governo ao afirmar que os investimentos da companhia a partir de 2012 estão limitados pela falta de energia no País.No Brasil, a deficiência de gás natural tem provocado problemas para um dos projetos apoiados pela companhia, a usina Ceará Steel, parceria com os grupos Dongkuk, da Coréia, e Danieli, da Itália. O negócio corre o risco de não sair do papel por conta do aumento do preço do gás nacional, que, desde o início dos estudos, passou de US$ 1 para a casa dos US$ 5 por milhão de BTU (unidade térmica britânica).

Mônica Ciarelli, O Estadao de S.Paulo

10 de novembro de 2007 | 00h00

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